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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Gente que deixa a vida mais leve.

Tem coisa melhor?

Acontece que eu não confio em quem não come carboidratos. Nem em quem nunca passou o domingo todo de pijamas. Pessoas que dirigem sem ouvir música não podem ser confiáveis. O que falar então de quem nunca raspou a panela de brigadeiro? Vixe, complicado. Impossível acreditar em quem nunca deu risada até a barriga doer. Ou, nunca assistiu rei leão. Quem não andou descalço na grama, quem não ficou dias sem arrumar a cama, quem nunca beijou um cara sem saber o nome ou então mentiu o número de telefone. 
Como acreditar, aliás, em quem nunca mentiu? Como posso entregar meu coração pra quem nunca roubou miolo do pão? 

 Ah, confessa vai. Eu sei que tu também já chorou assistindo um filme besta. Nunca ouviu pagode quando estava na fossa? Nunca comprou coisas no impulso – pra se arrepender logo em seguida? Ah, duvido que no seu guarda-roupa não tenha uma peça que tu não joga fora porque vai entrar nela algum dia. Tu nunca começou uma dieta na segunda-feira ou então prometeu que correria 10 km por dia na esteira? Nunca dançou na chuva, ficou sem pentear o cabelo, quis conhecer a Xuxa ou sofreu por dor de cotovelo? 

A  vida é séria demais para a gente ser certinho o tempo todo. Não consigo confiar em gente que não erra, que não leva a vida mais leve. Gente que quer o tempo todo comer 700 calorias e acaba perdendo a alegria de um bom miojo na preguiça de domingo. Gente que vive a procura da felicidade, mas que esquece o quanto é bom dar risada sem motivos. Gente que quer viver rodeada de pessoas bonitas e populares e não da valor aos verdadeiros amigos. Gente que diz eu te amo sem amar, gente que não sente paz ao olhar o mar. 

Acontece que eu não confio nessa gente. Mas elas estão a todo canto por aí, tentando se encontrar e cada vez mais perdidas. Amigo, larga um pouco a academia. Amiga, deixa a maquiagem de lado. Vamos comer muitas calorias e deixar a vida mais colorida com coisas mais leves. Vamos viver com menos status, menos likes, e mais alegrias.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vão viver.

weheartit.com


E aí tem gente que só fica assistindo a vida passar. Passa a vida toda ali, existindo, como um mero espectador. Vai viver!! Existir só não basta. Milhões, bilhões de pessoas existem, para que ser só mais um número, uma estatística? Eu conheço gente assim. Gente que parece precisar de uma sacudida para acordar e perceber que enquanto está ali, conformada com a vida que tem, com a rotina de sempre, com os mais-ou-menos-mais-para-menos-do-que-para-mais, as coisas estão acontecendo. E ela está perdendo. 

Então a pessoa reclama. Reclama porque trabalha num lugar que não gosta. Reclama porque está na casa dos pais no interior de uma cidade que nada acontece enquanto gostaria de morar sozinha na capital de outro estado. Reclama porque foi abandonada, traída, deixada para trás. Reclama pela falta de dinheiro, pela falta de amor, pela programação ruim da TV e pelas roupas que tem no armário e detesta. 

Mas ela tenta ir trabalhar com algo que gosta? Ou então se arriscar e procurar oportunidades em outro estado? Quem sabe ela procura entender o motivo de ter sido abandonada e procura a companhia de outro alguém? Por que não desliga a TV e vai fazer algo diferente então? Por que não dar uma repaginada na vida, aliás? Porque é mais cômodo ficar sentada reclamando. Por que correr atrás das coisas não é fácil, então elas apenas se conformam com o que tem e passam a vida – que é tão curta – desejando ser outra coisa.

 Não estou dizendo que não reclamo. Aliás, reclamo um bocado. Mas nunca foi conformada, sempre corri atrás do que eu acho certo pra mim. Muito embora tenha tropeços demais pelo caminho – haja curativos para tantos joelhos que já ralei – pelo menos não fiquei só acomodada. E tem muitas outras coisas que quero fazer. Esse ano coloquei na cabeça que vou aprender a tocar violão – começo as aulas semana que vem. Até o fim do ano termino um livro. De escrever o livro, no caso. E tantas outras coisas mais. 

Se vou conseguir? Não sei. Talvez até desista de algumas coisas e surjam outras. Talvez eu me canse e queria passar uma tarde reclamando e assistindo programação ruim, mas então todas as outras tardes eu vou dar um jeito de ficar mais próxima de viver e não só de ficar existindo. Talvez eu rale muito mais joelhos, cotovelos, coração e etc – mas tudo bem, porque cicatrizes também rendem boas histórias. 

 Tomara que eu tenha conseguido dar uma sacudidinha em alguém. Se precisar, tenho band-aid sempre na bolsa. Afinal das contas, nunca se sabe né.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pras pessoas de alma bem pequena (...)

(Remoendo pequenos problemas 
Querendo sempre aquilo que não têm)


Weheartit.com




 É uma revolta, nessa quarta-feira chuvosa. Revoltada, porque as pessoas me cansam. Me cansam com seus discursos falso moralistas, me cansam com sua hipocrisia, me cansam com toda essa superficialidade. Que mundo é esse em que corpo vem antes da mente? Que mundo é esse em que dinheiro é que dita as regras? Que mundo é esse, em que todos são tão montados, tão falsos? 


 Pode parecer discurso de rebelde sem causa, mas está longe disso. Apenas acordei hoje cansada das pessoas, cansada das coisas que ouço e vejo, e como não tenho dinheiro – nem vontade, diga-se de passagem – para pagar um analista, vim aqui reclamar no espaço mais democrático que conheço, o MEU espaço. 


 Já viram coisa mais superficial do que pessoas na balada? É todo mundo querendo parecer bonito, rico e feliz. Isso acontece no facebook também né? Todo mundo querendo ajudar os animais, querendo ser descolado e esfregando na cara da sociedade o quanto vai em lugares legais, come pratos caros e tem uma vida ma-ra-vi-lho-sa. Todos os relacionamentos são perfeitos, todas as amizades verdadeiras. Parece que as pessoas estão vivendo no Second Life (que coisa antiga), parece que criam avatar de algo que gostariam de ser. Mas que não são. 


Em que lugar ficam as pessoas que não ligam para isso tudo? Quem gosta de conversar, de debater assuntos que não sejam sobre o Neymar ou qualquer panicat? Aliás, onde encontramos essas pessoas, onde elas se escondem? Não sei. Sei que cada vez me decepciono mais com certas coisas. Isso me deixa com preguiça de pessoas. Preguiça de “comprar” certas brigas que não valem a pena. Cansaço de ouvir cada coisa sem fundamento, que acabo apenas deixando passar. Não deveria é claro. Mas lutar ao lado de quem e pelo que, quando a maioria das pessoas apenas aceita tudo que lhe é imposto? 


Não quero mudar o mundo. Sei que não consigo. Mas também não quero ficar sentada apenas aceitando tudo que dizem que tenho que ser. Queria apenas que mais pessoas se levantassem também. 


"Vamos pedir piedade Senhor, piedade 
Pra essa gente careta e covarde 
Vamos pedir piedade Senhor, piedade 
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem” 
Blues da Piedade. Melhor Música. 
(Cazuza, seu lindo)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor, coitado.

Weheartit.com



O problema é que cada vez mais a gente vem aceitando que para merecer o amor, a gente tem que sofrer junto. É como se fosse um pacote: saboreie o amor mas guarde espaço para a grande decepção que vem depois. Porque o amor é doce, mas lá no fundinho você sabe que depois tem aquele gosto amargo, noites sem sono, raiva e decepções. Para depois ter amor de novo. E então, já vamos amando errado, como se fosse para realmente merecer o que nos espera. Ué, já que vou ter que passar um bocado de tempo fechada no quarto, usando uma camisa sua, comendo chocolate e assistindo dirty dancing enquanto tento entender porque tenho que sofrer tanto e porque você não me ama mais, vou te fazer sofrer um pouquinho já. Vou se rum pouquinho má. Vou mentir de leve. Vou sair escondidinha. Já que você vai me trair – porque não existe fidelidade e etc – vou te trair antes. Mas não porque eu queria, mas quando você não aparecer mais, ou quando eu descobrir que por trás de tudo aquilo doce você era totalmente estragado, vou poder dizer que te fiz sofrer. Vou merecer meu sofrimento de amor.

Ai que tristeza tudo isso que estamos fazendo com o amor, coitado. E colocamos toda a culpa nele, já percebeu?  Porque se jamais tivesse te conhecido, se jamais tivesse te beijado naquele fim de carnaval, se você jamais tivesse dito que me amava e que nunca iria me fazer sofrer, se você não tivesse mentido que era diferente de todos os outros que também me beijaram no fim de carnaval ou no fim de tarde ou debaixo da chuva, eu não precisaria estar passando por tudo isso. Odeio você e odeio o amor, tudo culpa dele. E sua. 

Engraçado é que quando estamos lá de mãos dadas no cinema ou achando graça das piadas mais idiotas do mundo, quando tudo é doce e colorido, não nos importamos. Amamos e amamos mesmo, e não colocamos a culpa em ninguém. Nessa hora, o pobre amor, tão xingado coitado, é a melhor coisa do mundo. Que ingratos que somos quando tudo acaba! Simplesmente a gente passa uma borracha e só sabe reclamar, culpar, xingar e sofrer. Principalmente xingar e sofrer.

Vamos parar de amar errado. De sofrer por antecipação, de culpar o amor pelo sofrimento que ele causa depois. Ei, ele não causa sofrimento depois! Amor é sempre lindo, sublime, doce, reconfortante, cor-de-rosa, avassalador. Esse é o amor. E não mata.
O verdadeiro causador dos sofrimentos somos nós. Eu, você, a piriguete que deu em cima do seu namorado e o cara que te deu um pé-na-bunda. Simplesmente porque não sabemos lidar com o amor do jeito certo, já que pensamos que nossa sina é sofrer. Que dramáticos que somos.

Nenhum sofrimento pós-amor é merecido. Mas passamos por ele. E temos mesmo que passar, porque algumas coisas a gente tem que aprender. E depois ele vem de novo: prepare seu coração e arrume seu cabelo, ele não tem hora pra chegar. Vê se recebe ele certo dessa vez.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Louco, quem?

Foto por: mim hehe


Oi, eu gosto de ir ao cinema sozinha. Sim, sozinha, só eu, minha coca e guloseimas - é óbvio. Isso deve parecer estranho né? Talvez você tenha pensado igual a mulher que sentou do meu lado no dia que eu fui ver Mulher Invisível - que eu sou uma solitária sem amigos. Uma forever alone, para os mais antenadinhos. Mas não, eu só gosto de ir no cinema sozinha.


Eu gosto de usar shampoo do bob esponja também. E escovar o dente com pasta Tandy. Só escolho o canudo vermelho ou rosa, se tiver. Detesto estacionamentos e nunca vou dominar a arte de estacionar bem o carro. Canto sozinha na rua e fico muito sem graça quando alguém me pega. Gosto de pizza e pastel frio da sobra de ontem.


Fora tantas outras coisas esquisitas que eu faço e nem percebo. Freud talvez quisesse achar um significado nessas minhas manias, talvez ele fosse querer me catalogar em alguma classe dos não-normais-da-sociedade. Mas aí eu me pergunto: O que é ser normal? Ahá, te peguei nessa né? Aposto que lendo as minhas esquisitices você ficou pensando nas tuas. E se achou esquisito demais, talvez. Ficou com medinho que Freud bata na sua porta é?


Pois eu digo, seu Freud: pode me chamar de louca, mas não existe pessoa normal. Todo mundo tem uma mania obscura que denuncia uma loucurinha. E sabe o que mais? ser normal, seguir tudo dentro dos padrões, não escovar o dente com Tandy ou tomar coca-cola no canudinho branco deve ser muito chato. E se você leu isso tudo, e não achou nenhuma mania/esquisitice/compulsão/whatahell pra compartilhar... vou ali ligar pro amigo Freud, porque você deve ser meio biruta das idéias.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aos 32 30.


 imagem:http://gettyimages.com.br

Linda, bem sucedida, um bom carro, sempre na moda. Confiante, falando no celular, palavras difíceis, alguma expressão e, inglês, anyway.
Algum namorado, nada de filhos – por ora. Sapatos e bolsas intermináveis no armário, cremes e mais cremes no banheiro.
Era moderna, sabia. Poderia ilustrar um outdoor com seu sorriso mais brilhante servindo de exemplo de mulher de sucesso.
Tinha 30. Ok, 32. Já tinha que usar ‘renew’, mas quem se importava? Ela passava por 27, fácil fácil com um pouco de pó-blush-base-batom.
Quando passava na rua, arrancava alguns olhares, dos homens de admiração, das mulheres de um pouco de inveja – como ela era magra, e aquele sapato!
Mas chegava em casa e descia do salto.
Ninguém sabia, mas ela tinha um pote de sorvete, e ás vezes - com mais freqüência que gostaria, na verdade- usava ele. Usava também chocolate, via filmes românticos-bregas e chorava, seu pijama preferido não era a camisola sexy que usava em ocasiões especiais, mas sim uma camiseta velha. E uma calcinha grande.
Ela cantava Tetê Espíndola bem alto e desafinado, e depois caia na risada. Abraçava o cachorro – o de quatro patas nessa hora – se imaginava no altar de véu e grinalda, se imaginava menos casual, se imaginava mais de mãos dadas – com suspiros e passeios no shopping – queria dormir de conchinha, tão logo abraçava seu ursinho de pelúcia que ganhara daquele cafejeste que mais amou quando tinha 16 anos. Porque quando temos 16 anos é tudo tão mais intenso e pra sempre e dolorido. Quando foi que deixou de ter 16 anos mesmo?
Ah em casa ela podia ter os cabelos bagunçados, não se preocupar com maquiagem, chorar, rir, chorar de novo, admitir que erra e errar novamente, pois isso nos torna mais humanos. Ah, em casa.
Depois na segunda-feira-de-todo-dia colocava a máscara inteira novamente. Mas ria-se toda por debaixo dela, e iria um dia conseguir alguém para rir-se todo com ela- ela real – também.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Confuso.

imagem:http://gettyimages.com.br

E estávamos ali de mãos dadas, caminhando, eu falando sem parar – como é do meu feitio – e você ouvindo, rindo por vezes, olhando profundamente pra mim.
Olhei você a fundo por instantes, e esses instantes foram suficientes pra perceber que não sei quando, onde, (Por que Meu Deus?) deixei-me levar. Levar-me por ti e seu sentimento austero porém doce, que me emprestava alegria todas as horas, sem eu saber por que. Piegas, sei eu.
O amor é piegas.
Alias, o que é o amor?
Algo que eu estava de tanto e tanto evitando, negando, blasfemando, por medo de amar errado de novo? Porque o amor pode ser grande, mas é preciso ter o cuidado para não se amar errado, amar errado machuca mais que a ausência do sentimento.
Apertei a sua mão.
Te beijei suavemente.
E ali parecia não ter como sentir dor, amar errado. Em um segundo me confundi e quis amar.
O amor é confusão.
E aqui estou eu, segurando a sua mão, me confundindo mais ainda.



Obs: Quem dera se a história do post anterior fosse verídica :)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Feliz dia dos (sem) Namorados



Só quero compartilhar, que depois de 17 dia dos namorados comendo chocolates e brigadeiros sozinha enquanto me acabava de chorar vendo algum filme com bonitões tipo Brad Pitt e terminando o dia 2 kg mais gorda, eu vou quebrar essa rotina!
E mesmo com todas as minhas neuroses sobre meu namoro, minhas dúvidas e etc, eu estou feliz ;)

Ps. Mas ainda acho que o dia dos namorados é um dia cruel criado pelos capitalistas para nos induzir a gastar muito. Pensa só, todas as categorias gastam nesse dia: Casais apaixonados compram presente um para os outros (dã), Solteironas tristes compram um monte de chocolate e mandam flores para si mesma, Solteironas legais compram roupa para si, por fingir que não estão nem aí com esse dia, mas no final do dia acabam com o pote de sorvete vendo Ghost (que por sinal eu acabei com um brigadeiro vendo esse filme na sessão da tarde ano passado).
Deveríamos boicotar datas assim. Pelo bem da humanidade e felicidade geral da nação, quer dizer, menos felicidade dos donos de locadoras e vendedores de chocolate, mas vamos lá, eles vendem isso o ano inteiro :)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Musicas e meias




Sozinha em casa. Cantava a toda altura, de calcinha, camisa e meia.
Com a escova de cabelo na mão, lá se ia o refrão: Goodbye to you, been wasting all my timeeeeeee. É, tchau pra voce.
Hoje esta chovendo, ela está com tedio, calcinha e meias. But She Don’t careeeeeeee! E não se importava mesmo. Pelo menos estava sozinha. E tinha chocolate no armário e coca-cola na geladeira.
E ela não sentia falta de você.
This is good-bye... Dizia a música, e você disse também. Então é isso? Ok. Me deixe cantar. Não se aproxime, não tire minhas meias. Não se atreva! Deixe as coisas no lugar. I just dont know what to say.. Foi quase desafinando assim que voce não soube o que dizer. Nem o que fazer. Nunca soube conviver com minhas loucuras! Ou tinha medo de ser feliz igual?
Baby's Coming Back, Baby's Coming Back.... Parou de cantar. Não quer que volte. Baby, pode ficar. Antes de desligar o som, cantarolou o ultimo refrão: I think I'm gonna lose it, lose it, lose it.. Sim, eu também acho que perdeu. Voce perdeu.
Vestiu uma calça e desligou o som. Foi comer chocolate, e morrer de tedio em outra parte.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Segunda-dieta, Terça-dieta ...




Segunda-feira é dia de... dieta. Ai como eu odeio essa palavrinha amaldiçoada! Porque é assim, você pensa em dieta, te da fome. Você começa uma dieta e as pessoas resolvem comer as coisas mais gostosas na sua frente, seu chocolate preferido resolve entrar em liquidação, sua mãe decide comprar aquele pão doce que ela nunca compra, seu amigo te convida pra ir na pizzaria na próxima sexta. Mais tudo isso só porque você pensou: Hoje é segunda, estou gorda, vou fazer dieta. Puft, essas coisas acontecem.

É, deve ter dado pra perceber que eu comecei uma dieta ontem. E isso realmente me deixa de mau-humor. Também né, quem manda parar na farmácia e se pesar? Enquanto tu não se pesa, nem vai percebendo muito como engordou, sempre da aquelas desculpas básicas, "que ta apertado pq acabei de tirar do varal", "ah minha calça encolheu", "nossa como esse espelho engorda né?" . Mas daí quando você se pesa, essa mentirinha toda acaba. É hora de mecher os pneuzinhos e fechar a boquinha! Mais daí as coisas mais gostosas começam a aparecer pra te testar. Olha, quando aquele tio-mala vier com aquele tablete de chocolate pra te dar, feche os olhinhos e pense ''quero ter a barriga da Gisele bundchen", ''quero ter a barriga da Gisele bundchen", e só abra a boquinha se for pra dizer um NÃO bem grande. É difícil né, principalmente pra quem, como eu, tem o espírito de gordice. Mais depois que você vai lá na maldita balança, e ve alguns kilos indo embora, vale a pena ;)


Ps. Se mais alguém me oferecer doce hoje, eu juro que esgano!

ps.2 Mal acabei de postar, veio uma mulher aqui na loja vender sonho de valsa. Me imaginei no pescoço dela, mais só falei um : Não, obrigada. Grrr

sábado, 19 de maio de 2007

Viajo mesmo!

Se tem uma coisa que eu adoro, é observar as pessoas na rua. Adoro andar de ônibus e olhar cada rosto cansado, olhar triste, expressão alegre de cada um, e fico imaginando a história, os segredos que cada um guarda. É como se eu criasse personagens pra cada pessoa, tentando adivinhar se elas correspondem a minha expectativa. Sempre imagino a que horas aquela pessoa acordou pra estar ali, por que ela está indo para o mesmo lugar que eu. Mais o que mais me deixa curiosa, é saber os outros estão ouvindo nos seus MP3/MP4 e cia. Nossa, eu tenho muita vontade de puxar o fone e descobrir. Qualquer hora eu vou fazer isso sim, ah vou ;)

Cada um com seu estilo, com sua personalidade (alguns até mesmo sem personalidade né...), isso me encanta. Alguém me falou um dia para ser psicóloga, estudar o comportamento das pessoas, mais não sei se isso seria uma boa. Porque o que eu gosto mesmo é de imaginar, talvez se eu soubesse mesmo que aquele indíviduo que eu pensava estar indo ao compartimento secreto do FBI estivesse indo na verdade declarar seu imposto de renda, e aquela moça de vestido estranho e cara de cantora de ópera gostasse mesmo é de um bom pagode eu ficaria muito decepcionada e perderia a vontade de viajar nos meus pensamentos. (é eu viajo bastante). Por isso, deixa eu dar asas a minha imaginação e imaginar emoção na vida de todos, e espero que quem me observa imagine um pouco de emoção na minha vida ;)