
Porque estava chovendo, eu estava sozinha e comecei a ver as fotos antigas no meu fotolog (sim, eu tinha um, e bombava por sinal). Ai fui me lembrando de
Me lembrei que não somos mais tantas metáforas, nem tantas internas. Que somos, talvez, aquelas pessoas que jurávamos que nunca seriamos.
Agora, eu moro aqui e você aí, e quando eu estou aí, você não está. Tem outra pessoa importante na sua vida, e eu é claro respeito, com ciúmes, mas entendo.
Eu sinto saudades suas, de nós, dos brigadeiros, filmes bregas, crises de identidade (essa é uma interna), crises de riso, crises de ‘com que roupa eu vou’, e tantas outras.
Mas com o tempo as coisas mudam, não temos mais 15 anos e não vemos mais o mundo com lente colorida. Bom, talvez eu ainda veja, um pouco desbotado, é verdade, mas eu já não sei mais qual é a cor que você enxerga o mundo.
É triste, eu sei.
Mas eu também sei, que se eu precisar, se eu chamar você estará comigo, e daremos aquele abraço que explica tudo. Eu voou chorar e voe vai dizer que ta tudo bem, depois vamos fofocar e rir, depois vai dirigir o seu tomate de volta pra casa, e tudo estará bem.
Mas eu sinto saudades. De tudo.
E eu sei, amiga, que nós ‘somos o que tem de acontecer’ (C. Lispector).
Obs. Desculpem-me. Hoje sou apenas eu falando. Precisava falar.





