sábado, 12 de dezembro de 2009

Miss u.




Porque estava chovendo, eu estava sozinha e comecei a ver as fotos antigas no meu fotolog (sim, eu tinha um, e bombava por sinal). Ai fui me lembrando de como eu era brega como eu era feliz, foi me dando aquela saudades e tals. Me lembrei de ti, de como éramos unidas, tínhamos nossas piadinhas internas, éramos unha e carne e essas metáforas todas.
Me lembrei que não somos mais tantas metáforas, nem tantas internas. Que somos, talvez, aquelas pessoas que jurávamos que nunca seriamos.
Agora, eu moro aqui e você aí, e quando eu estou aí, você não está. Tem outra pessoa importante na sua vida, e eu é claro respeito, com ciúmes, mas entendo.
Eu sinto saudades suas, de nós, dos brigadeiros, filmes bregas, crises de identidade (essa é uma interna), crises de riso, crises de ‘com que roupa eu vou’, e tantas outras.
Mas com o tempo as coisas mudam, não temos mais 15 anos e não vemos mais o mundo com lente colorida. Bom, talvez eu ainda veja, um pouco desbotado, é verdade, mas eu já não sei mais qual é a cor que você enxerga o mundo.
É triste, eu sei.
Mas eu também sei, que se eu precisar, se eu chamar você estará comigo, e daremos aquele abraço que explica tudo. Eu voou chorar e voe vai dizer que ta tudo bem, depois vamos fofocar e rir, depois vai dirigir o seu tomate de volta pra casa, e tudo estará bem.
Mas eu sinto saudades. De tudo.

E eu sei, amiga, que nós ‘somos o que tem de acontecer’ (C. Lispector).



Obs. Desculpem-me. Hoje sou apenas eu falando. Precisava falar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ás Vezes


imagem: http://gettyimages.com.br

É que ás vezes eu erro,
Ou sinto prazer nas coisas bregas.
É que ás vezes eu minto,
Ou faço coisas que parecem piegas.
Ás vezes eu choro, eu fujo, eu imploro.
Ás vezes eu quero, apronto, confronto.
Ás vezes eu morria, só pra viver de novo.
Desculpe-me não ser perfeita, chata, exata.
Ou por ser implicante, ignorante, teimosa.
É que eu sempre sou
Humana, apenas.
(e sem-querer-querendo, eu me engano

Ás vezes.)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Salão


imagem: http://gettyimages.com.br

Estava escuro, enfumaçado. Algumas luzes coloridas brilhavam, alguns pés descompassados dançavam, alguns casais que se conheciam a tempos, a horas ou a minutos se beijavam freneticamente.
O ritmo estava envolvente, mas ela, ah ela, se portava com compostura sentada em um canto, quase esquecida. Quase parte do cenário.
Mas não que ela estivesse triste, que nada! Ou talvez ela estivesse, não sabia bem ao certo. Mas gostava de ficar sentada, quieta, como se fosse uma nota musical ao fundo ou uma luz colorida que ninguém percebeu.
Mas sempre existe um ouvido atento.
E com cuidado ele segurou a sua mão, levou ela para o meio da sala, meio da música, meio das luzes, meio de tudo, mas tudo parecia ter nada, somente os dois.
E pra ela, não existia mais cenário. Era um sonho.
E no ritmo lento da música, foi
Sonhando.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sessão-da-tarde.

imagem:http://gettyimages.com.br


Por vezes, sou um filme romântico-brega-sessão-da-tarde. Ouço baladas antigas, cantando bem alto mesmo. Como chocolates e fico de pijama e meia pela casa, com um ar de paixonite no rosto. Quero fazer dietas só pra ele, e acabo engordando por causa dele. Escrevo até o nome dele em papéis, distraída! Sem falar na pior coisa: ficar imaginando antes de dormir como será nosso casamento, nossos filhos, como vamos ser quando velhos. Fala sério. Ainda bem que, diferente da sessão da tarde, eu não sou muito de reprisar filmes. E sabe, todo mundo assiste filmes bregas, mas eu prefiro ser uma aventura, um suspense até. Nada de finais aguados e felizes, mas sim continuações emocionantes!










(ta bom ta bom, eu sempre assisto romances, comendo brigadeiro e choro no final. Mas isso fica só entre nós!)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

(Des)abafado


imagem:http://gettyimages.com.br

Foi como chuva de verão.

No começo, era calor, era bom. O calor tão esperado depois de dias de frio, solidão.
Mas foi ficando quente demais, abafado demais. Já não podia caminhar um pouco livre, que logo o suor começava a brotar.
Começou a ter dificuldade em respirar, em pensar. O sol já a queimava. Então não dava mais. Veio a chuva, lavou a sua alma, libertou do calor.
Chuva de verão. Leva tudo embora.

E agora, tem o sol, sol com vento, sol com chuva até,

Mas ele não a queima, só aquece.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Não sei fazer poema.

imagem: http://gettyimages.com.br

Não tenho inspiração
A idéias fugiram da minha cabeça

E antes que eu me esqueça

Que nada tenho pra lembrar

Coloco tudo num papel

Assim, sem rimar,

nem nada dizer

Mas dizendo mesmo assim

Que eu não tenho o que fazer

E que não sei criar início, muito menos fim.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tudo culpa dos hormônios.

imagem:http://gettyimages.com.br


‘Dormi com o cara na primeira noite! Comassim??’ Todo mundo tem uma amiga que já fez
essa cagada isso. Aí você essa amiga tenta a tática de pensar ‘sou uma mulher moderna totalmente século XXI e isso é normal’ mas no fim acaba chorando no ombro de outra amiga perguntando ‘Por que fiz isso? Isso nunca aconteceu!’ e tenta colocar a culpa na bebida, no ex, na carência, no sapato apertado, na crise dos EUA ou qualquer coisa. Mas calma amiga, existe um culpado verdadeiro nisso tudo: seus hormônios. Sério. Bom, isso se você acreditar no livro “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”, do qual tirei esse trecho:

“A natureza é sábia: estabelece um programa para a maioria das fêmeas, fazendo com que fiquem mais interessadas em sexo durante o período fértil.
(...) Pode acontecer de uma mulher ir para a cama com um homem que acabou de conhecer em uma festa e, no dia seguinte, não encontrar explicação para o que fez. ‘Não sei o que aconteceu. A gente tinha acabado de se conhecer e, de repente, eu estava na cama com ele. Eu nunca fiz isso!’ Como outras fêmeas, ela encontrou o macho no exato momento em que eram maiores a chances de engravidar. Seu cérebro, através do subconsciente, decodificou a constituição genética, o estado do sistema imunológico e outras características daquele homem. Sempre que esses dados alcançam um nível razoável de aceitabilidade, a natureza assume o comando. Mulheres que passam por essa situação não conseguem explicar e falam em ‘destino’ ou ‘estranha atração magnética’. Elas não sabem que foi tudo obra dos hormônios. Como resultado de momentos assim, muitas acabam envolvidas com parceiros completamente inadequados.”

Viu? Viu????? Então de a dica para a sua amiga: Consulte seu ciclo e seus hormônios antes de sair de casa, para não fazer nenhuma besteira e/ou cair em lençóis desconhecidos.