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Impossível de não reconhece-lo: exala charme de longe. Corpo atlético, dentes alinhados, sorriso maroto, olhar que nos arrepia. Juramos que não gostamos deles, que os odiamos, mas não existe uma mulher que não tenha caído em suas garras. E o pior: sabemos o número do telefone dele de cor. Em momentos de solidão e/ou bota-no-popozão recém levado, ligamos pra ele. Ele nos ama eternamente por uma noite. Ele acha que nos usa, mas na verdade (na maioria das vezes, pelo menos) somos nós que usamos ele. Usamos ele pra esquecer de alguém, pra lembrar de alguém, por carência, por necessidade ou até por sermos parecidas com ele.
Ele? Ele. Esse mesmo ao que você pensou. O cafajeste. Aquele que a gente xinga, reclama, critica, odeia. Mas é aquele que a gente liga, quando não tem chocolate por perto.
Mas ei, não se engane: Não é dos cafajestes (nem dos carecas!) que as mulheres gostam mais. É claro que a gente quer o certinho, o príncipe, o que não dorme depois do sexo, o que não te troca sempre pelo futebol, etc. etc. etc.
Mas é aquele tal negócio: Enquanto não achamos o príncipe, nos divertimos com os sapos.
Afinal, que atire a primeira pedra a mulher que nunca precisou de um cafa por um instante!