domingo, 6 de setembro de 2009
Cinza
O dia era frio, cinzento. Eu estava escondida debaixo dos cachecóis e casacos tão nublados como o dia que eu observava da janela daquele bistrô vazio. Tomava meu café (mais café que leite, sem açúcar) totalmente alheia a tudo. Eu queria estar alheia. Precisava estar alheia. Alheia pra esquecer. Eu não queria sol, não queria calor, não queria o colorido de nada. Eu quase me camuflava com tom acinzentado do ambiente, eu era só parte do cenário triste de um dia triste. Mas nem sempre fui assim, eu preferia o sol a tempestade, o calor ao frio. Mas nem um dia de sol brilha eternamente, e o meu sol se apagou. Fugiu com a lua, me deixou a ver estrelas. Me deixou a tomar o café amargo em um lugar empoeirado, só pra que eu não fosse notada. Eu estava lá bebericando meu café com lentidão como se isso fosse um mártir. E você não estava. Num susto, bebi meu café num gole só, e quando não queimei a língua, percebi que estava frio, e amargo. Olhei pra mim e vi que eu estava igual. Então, sai, na chuva, no frio, sai cinza na escuridão, mas algo dentro de mim estava diferente, e um sorriso confuso se plantou em meu rosto, afinal nenhuma tempestade dura pra sempre. Quanto ao meu sol? Agora eu estava atenta: não me queimaria de novo, usaria protetor solar, do ultimo fator. Ou, arranjaria alguém que a lua abandonou, pra se unir a mim a ver estrelas.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Duas décadas.

Sábado, dia 29, foi meu aniversário. Vinte anos.
Estou ficando veeeeeeelha!
Mas ainda bem que meu espírito é sempre de jovem, e isso é o que vale.
Bom, ainda estou meio cansada das comemorações do fim de semana (sábado chutei o balde e aquela coisa toda, afinal tenho vinte anos agora ¬¬), sem muita imaginação e tals, então, parabéns pra mim e blablabla.
E ah, desculpe a demora pra responder os comentários, mas é a correria de sempre. E eu não tenho net em casa, tenho que usar da faculdade. Ou da casa da mamis, quando eu venho visitá-la.
É isso. Beijos!
Ps. Sim, minha mamis sempre faz bolo pra mim. Eu sou a menininha dela pra sempre :)
Ps.2 Essas
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Um caso de pedras no laguinho.
O papo continuava rolando e a galera continuava viajando, mas eu não conseguia tirar a tal pedra da cabeça. Eu me sentia uma adulta frustrada no futuro, como eu iria levar meus filhos no piquenique do lago, e não iria poder impressiona-los com as tais pedrinhas?
Por isso, bolei um plano mirabolante: Sábado de manhã eu pegaria minha bicicleta e iria pedalar até o lago do lado da faculdade (uns 10 min pedalando), só que dessa vez eu não iria lá pra ler debaixo da árvore grande, eu iria me munir de pedrinhas das mais variadas formas e só sairia de lá após fazer a maldita pedra dar 3 pulinhos. Eu estava determinada a isso.
Sábado de manhã, eu acordei, lembrei do meu plano da noite anterior, quando estava me preparando pra levantar veio aquela preguiça e pensei: que as pedrinhas se ferrem (não foi bem ‘se ferrem’ que eu pensei, mas deixa pra lá). Vou ensinar meus filhos a empinar pipa no campinho. E antes que eu pudesse me lembrar que eu também nunca consegui empinar pipa (era papis que sempre colocava ela no céu, e sim, eu fui muito maria-moleque) e pudesse bolar outro plano mirabolante, virei pro lado e voltei a dormir.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Dinheiro e Felicidade
imagem:http://gettyimages.com.brDar risada é de graça. Ter família e amigos é de graça. Dormir abraçada com quem se ama (o que atualmente no meu caso se resume a minha coruja de pelúcia, o Alfred) é de graça.
A gente tem que pagar por muitas coisas nessa vida, pra nos sentirmos feliz, mas é claro que não podemos esquecer que felicidade está ainda mais presente nas coisas simples e tolas que fazemos, e pra ser mais blasé: são essas coisas simples e tolas que valem muito mais e que dinheiro algum compra.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Imagem, som e expressão.
É uma pena que essa matéria seja de sexta-feira, já que eu vou ter que perder algumas pra viajar para os campeonatos. É, essa vida de atleta e universitária não é nada mole.
(mas eu estou adorando).
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
E tinha um caco de vidro no meu caminho.
É, Clarice sempre tem uma frase que combina comigo.
Sim gente, minha fruta estava tão madura, que subitamente apodreceu. Deixe-me explicar: A alguns dias atrás, mas precisamente no dia 20 de junho, depois de muito sacrifício eu me classifiquei pra lutar o camp. brasileiro sub 23 em BH, com tudo pago, uma mordomia só. Desde então tenho treinado muito pra fazer bonito lá, é claro, e essa semana já estava tirando o pesinho de sempre, (sofrendo a tpp de sempre), correndo, treinando e coisa e tal. Eu iria viajar ontem a noite.
Iria. No passado. Por que enquanto eu fazia a minha caminhada matinal até a balança da farmácia, no meu chinelo de sempre, surgiu das trevas uma garrafa de skol quebrada, e eu pisei nela, e um caco do infernos entrou no meu pé. E agora eu tenho que ficar com o pé quieto por quatro dias. Ou seja, perdi meu brasileiro. Tudo que estava certo, deu errado. E sabe o que é muita ironia? Eu odeio cerveja. Agora eu odeio mais ainda.
Não me apareçam com uma garrafa de skol, que eu sou capaz jogar ela na sua cabeça. Sério.
Ok, eu estou chateada, com raiva do mundo e dos bebedores irresponsáveis de skol que deixam as garrafas partidas no chão e partem o coração de jovens atletas, mas eu sei que Deus não faz nada de mal pra gente. Já
Mas, como diz o meu 'sensei', Bora lá, tem mais campeonatos pela frente, não posso desanimar com qualquer caco-de-vidro-no-meu-pé pelo caminho.
E claro que as desgraças sempre servem pra alguma coisa, eu aprendi por exemplo a andar de tênis até a balança da farmácia.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Protesto contra a falta de atenção dos homens.
Sério, isso é um tanto clichê, mas vocês homens não imaginam o quanto nós sofremos pra ficar bonita. E como nós sofremos mais ainda, se depois que nós somos depiladas, tingidas, esfoliadas, cutucadas, esticadas, maquiadas e todos os 'adas' que se pode ter em um salão de beleza, vocês nem notam, ou fingem não notar. Isso dói tanto quanto tirar a sobrancelha com pinça, então, cara isso dói mesmo. Então por favor, deixemos de lado essa falta de atenção e esse orgulho machista, e nos elogiem. Digam que estamos bonitas, ao invés de reclamarem o quanto nós demoramos pra nos arrumar. É obvio que demoramos né! Enquanto vocês tem que decidir entre Bermuda ou calça, nós temos que decidir entre shorts, capri, calça, leggin, bermudinha, saia, vestido, balonê ou liso? Com estampas ou xadrez? Pretinho básico sexy será? Ai mais me deixa gorda. Me deixa vulgar. Aparece aquela celulite? Chapinha ou natural? Qual sapato? Então queridos, não se gabem por ficarem prontos em 10 minutinhos. Vocês nem de longe tem tantas opções como nós temos. E aposto que se a gente colocar a primeira coisa que vê pela frente, sair bem relapsa, vocês reparam em como a gostosa do lado está bem, e como nós estamos mal. Bom, se bem que mesmo quando estamos arrumadas, vocês não deixam de olhar pra gostosa do lado, mas vamos ignorar esse fato, afinal o protesto é outro. Então meus queridos do sexo oposto, pensem que é melhor a gente demorar duas horas meia hora pra se arrumar e sair toda gatinha, do que não demorar e sair feiosinha. E não se esqueçam, é bom vocês repararem e elogiarem, pra que a gente não se revolte, tik?
obs. sim, eu fiz a sobrancelha hoje, e isso dói mesmo, por isso essa revolta.

