terça-feira, 2 de setembro de 2008
Parabéns Atletas do Brasil
Resolvi falar sobre isso quando ouvi pela enésima vez alguém falando mal do Brasil nas
"OlimPiadas" como chamam por aí. Quer saber o que eu acho? Parabéns Brasil, você foi ótimo! Mulheres do esporte então, deram um show. Como é que um País que não ofere estruta nenhuma ao esporte quer ter uma colocação melhor? Eu que sou atleta (e olha que não sou atleta de fim-de-semana, são 11 anos ralando a cara no tatami todo dia), sei como é difícil praticar esporte aqui. Falta lugar descente, apoio, as academias que oferecem as modalidades são caras, e o governo paga mal para os atletas, além do que conseguir um patrocínio é praticamente impossível. Agora para o Brasil é muito bonito olhar nosso desempenho e falar mal dos atletas né? Mal sabem as pessoas a história de cada um pra chegar ali onde chegou. Não importa que em ultimo, mas o que importa é que tinhamos verdadeiros patriotas fazendo de tudo que fosse possível para trazer uma medalha ao Brasil, para ter o reconhecimento de uma nação. Para os que conseguiram, meu sinceros parabéns, verdadeiros guerreiros. Só é uma pena que tirando o futebol, niguém lembra das conquistas nos outros esportes por muito tempo. ( Eu gosto de futebol, mas acho mais uma grande jogada de marketing do que um esporte, efim, opnião minha que nunca vou ganhar milhões pra correr atrás de uma bola).Então, digo e repito pra quem quiser ouvir: Parabéns Brasil pelo ótimo desenpenho nessas olímpiadas! E se um dia alguém quiser cobrar resultados de países de Primeiro mundo, que tratem nossos atletas e ofereçam estruta como esses países oferecem.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Happy B-day :)

Venho tirar poeira deste blog, porque hoje é nada menos que o meu aniversário ( e
também porque eu estava com saudades daqui). Bom 19 anos hoje, e sei lá, me sinto tão
com 15 ás vezes! Outras com 30. Idade é estado de espírito né? Vou comparar o que fiz no mesmo dia ano passado, quando já me tornava uma responsável
(HO-HO). Ano passado chovia no Guarujá, onde eu morava com meus tios e minhas primas
(que eu morro de saudades!). Hoje em Joinville onde moro com meus pais está sol com
um vento meio frio. Tanto ano passado quanto esse ano eu fiquei um bom tempo em fila de banco (acho que
tem coisas que não mudam nunca né?).Meu peso oscilando igual, meu tamanho não muda tem alguns anos ;PMeu cabelo está bem maior (Ano passado em um ato de rebeldia, cortei channel, coisa
que não vou fazer tãããão cedo.) Ano passado era solteira, esse ano não.De noite, pra comemorar fui com minha prima-irmã no McDonalds do Gonzaga, em Santos
(o melhor na minha opnião), comemos um Super Cheddar peperoni :)Lembro direitinho, foi tão legal! Saudades enormes da minha companheira de idas a
Santos!Esse ano, bom, vou jantar alguma besteira também...Enfim, vem ano vai ano, a gente muda, algumas pessoas aparecem outras somem, temos
novas experiências. E assim a gente vai vendo como a vida passa depressa, olhamos
para trás e lembramos das coisas com carinho. Olhamos para frente e traçamos
objetivos. Mas o mais importante, é vivemos o hoje, sem a certeza de que teremos o
amanhã. Afinal, como eu ouvi no Kung-Fu Panda ;P, "O ontem é a história, o futuro é o
mistério, já o hoje é uma dádiva. É por isso que se chama presente." Ou algo assim :)Beijos, até mais e com mais calma, prometo que não abandono!
também porque eu estava com saudades daqui). Bom 19 anos hoje, e sei lá, me sinto tão
com 15 ás vezes! Outras com 30. Idade é estado de espírito né? Vou comparar o que fiz no mesmo dia ano passado, quando já me tornava uma responsável
(HO-HO). Ano passado chovia no Guarujá, onde eu morava com meus tios e minhas primas
(que eu morro de saudades!). Hoje em Joinville onde moro com meus pais está sol com
um vento meio frio. Tanto ano passado quanto esse ano eu fiquei um bom tempo em fila de banco (acho que
tem coisas que não mudam nunca né?).Meu peso oscilando igual, meu tamanho não muda tem alguns anos ;PMeu cabelo está bem maior (Ano passado em um ato de rebeldia, cortei channel, coisa
que não vou fazer tãããão cedo.) Ano passado era solteira, esse ano não.De noite, pra comemorar fui com minha prima-irmã no McDonalds do Gonzaga, em Santos
(o melhor na minha opnião), comemos um Super Cheddar peperoni :)Lembro direitinho, foi tão legal! Saudades enormes da minha companheira de idas a
Santos!Esse ano, bom, vou jantar alguma besteira também...Enfim, vem ano vai ano, a gente muda, algumas pessoas aparecem outras somem, temos
novas experiências. E assim a gente vai vendo como a vida passa depressa, olhamos
para trás e lembramos das coisas com carinho. Olhamos para frente e traçamos
objetivos. Mas o mais importante, é vivemos o hoje, sem a certeza de que teremos o
amanhã. Afinal, como eu ouvi no Kung-Fu Panda ;P, "O ontem é a história, o futuro é o
mistério, já o hoje é uma dádiva. É por isso que se chama presente." Ou algo assim :)Beijos, até mais e com mais calma, prometo que não abandono!
sábado, 28 de junho de 2008
Café.

Andava na rua, no frio, alheia a tudo. A garoa teimosa caia, e o dia estava
pateticamente cinza.
Em passos apressados, ia a lugar nenhum. Viu uma doceria que parecia aconchegante, tudo que precisava era tomar um bom café pra colocar as idéias no lugar. Não hesitou em entrar. Mesmo com seu jeito enfático, ninguém pareceu notar sua presença. Ninguém se moveu. Era tudo meio cinza lá dentro também, mas era quente. O cheiro de café fresco e os doces na vitrine, convidativos. Sentou-se em uma das mesas com a toalha xadrez desbotada, e escolheu um capuccino tipo italiano com chantilly.
Enquanto esperava observava as pessoas afundadas em seus jornais lendo as rotineiras notícias de violência com um mesmo ar inexpressível de quem lê horóscopo. Era assim que acontecia, todos os dias a mesma coisa, e todos nós conformados, pensou. Mas assim que chegou seu capuccino, numa visão deslumbrante de chantilly derretendo, esqueceu de tudo.
Quando o paladar pode sentir o gosto perfeito do café com chocolate, ela sentiu como se não houvesse mais nada a se preocupar. Esqueceu dos próprios problemas que a faziam andar na rua num dia de garoa, problemas que julgava serem os maiores do mundo. Enquanto bebericava lentamente o capuccino, ia pensando que não havia graça em viver. Não tinha as roupas que desejava, brigara com os pais porque os mesmos não a deixavam voltar de madrugada as festas, e tinha um namorado por conveniência, que parecia nem ligar para sua existência. Mas algo a tirou de seu mundinho imperfeito: mãos pequenas e unhas sujas, que ofertavam jujubas.
Ao ver as mãos, observou tudo, os pés com chinelos, as roupas surradas e úmidas, os olhos. Os olhos brilhantes, mas um brilho de súplica. Encarou esses pequenos olhos, bem no fundo, e foi como se algo a tivesse despertado para o mundo. O mundo real, onde os problemas vão muito além de brigas com namorados ou preço de sapatos.
Ali na sua frente a realidade crua, nua, vendendo nada mais que jujubas, com um sentimento de culpa por estar tentando sobreviver.
Encarou o olhos.
Não comprou jujubas. Não pode.
Num ápice, abraçou o menino sujo. Assustado, hesitou por um momento, mas cedeu.
Ali, em uma cena que soava a compaixão, duas pessoas ganharam o mundo. A menina, por perceber que existe algo além de seus próprios caprichos, e o menino por saber que apesar de tudo, não se pode deixar perder o amor a vida.
Quando largou o menino, o brilho nos olhos dele já não era de súplica: mas sim de esperança.
Apressadamente, ela pagou o café, pagou um café para o menino, e foi-se.
E, apesar da garoa teimosa, nada parecia mais cinza.
(E o menino, quase sem entender, sorriu. Não vendeu Jujubas, vendeu realidade).
pateticamente cinza.
Em passos apressados, ia a lugar nenhum. Viu uma doceria que parecia aconchegante, tudo que precisava era tomar um bom café pra colocar as idéias no lugar. Não hesitou em entrar. Mesmo com seu jeito enfático, ninguém pareceu notar sua presença. Ninguém se moveu. Era tudo meio cinza lá dentro também, mas era quente. O cheiro de café fresco e os doces na vitrine, convidativos. Sentou-se em uma das mesas com a toalha xadrez desbotada, e escolheu um capuccino tipo italiano com chantilly.
Enquanto esperava observava as pessoas afundadas em seus jornais lendo as rotineiras notícias de violência com um mesmo ar inexpressível de quem lê horóscopo. Era assim que acontecia, todos os dias a mesma coisa, e todos nós conformados, pensou. Mas assim que chegou seu capuccino, numa visão deslumbrante de chantilly derretendo, esqueceu de tudo.
Quando o paladar pode sentir o gosto perfeito do café com chocolate, ela sentiu como se não houvesse mais nada a se preocupar. Esqueceu dos próprios problemas que a faziam andar na rua num dia de garoa, problemas que julgava serem os maiores do mundo. Enquanto bebericava lentamente o capuccino, ia pensando que não havia graça em viver. Não tinha as roupas que desejava, brigara com os pais porque os mesmos não a deixavam voltar de madrugada as festas, e tinha um namorado por conveniência, que parecia nem ligar para sua existência. Mas algo a tirou de seu mundinho imperfeito: mãos pequenas e unhas sujas, que ofertavam jujubas.
Ao ver as mãos, observou tudo, os pés com chinelos, as roupas surradas e úmidas, os olhos. Os olhos brilhantes, mas um brilho de súplica. Encarou esses pequenos olhos, bem no fundo, e foi como se algo a tivesse despertado para o mundo. O mundo real, onde os problemas vão muito além de brigas com namorados ou preço de sapatos.
Ali na sua frente a realidade crua, nua, vendendo nada mais que jujubas, com um sentimento de culpa por estar tentando sobreviver.
Encarou o olhos.
Não comprou jujubas. Não pode.
Num ápice, abraçou o menino sujo. Assustado, hesitou por um momento, mas cedeu.
Ali, em uma cena que soava a compaixão, duas pessoas ganharam o mundo. A menina, por perceber que existe algo além de seus próprios caprichos, e o menino por saber que apesar de tudo, não se pode deixar perder o amor a vida.
Quando largou o menino, o brilho nos olhos dele já não era de súplica: mas sim de esperança.
Apressadamente, ela pagou o café, pagou um café para o menino, e foi-se.
E, apesar da garoa teimosa, nada parecia mais cinza.
(E o menino, quase sem entender, sorriu. Não vendeu Jujubas, vendeu realidade).
terça-feira, 17 de junho de 2008
Cabeça de Vento

Coitada, ela era um ser confuso.
Amava, amava loucamente, amava com o amor de quem se ama.
Amava em silêncio, pra ninguém perceber. Uma loucura.
Saia e sentia aquele vento frio antes da chuva. Forte, forte, bagunçava seus cabelos.
Mexia com sua cabeça, partilhava seu segredo.
Colocava em dúvida seu amor. Não podia.
Depois que passava o vento, vinha a chuva. Tudo voltava a ser cinza e normal.
Depois que passava o vento, voltava seu amor.
Não tinha mais dúvida naquele momento.
Por isso preferia amar baixinho.
E não preferia sentir o vento. Quando fechava os olhos e sentia o arrepio do vento, se sentia culpada.
Se sentia traidora.
Amava outro que não o vento. Assim pensava, assim pensava que sentia.Mas o que sentia? só Deus sabia.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Feliz dia dos (sem) Namorados

Só quero compartilhar, que depois de 17 dia dos namorados comendo chocolates e brigadeiros sozinha enquanto me acabava de chorar vendo algum filme com bonitões tipo Brad Pitt e terminando o dia 2 kg mais gorda, eu vou quebrar essa rotina!
E mesmo com todas as minhas neuroses sobre meu namoro, minhas dúvidas e etc, eu estou feliz ;)
Ps. Mas ainda acho que o dia dos namorados é um dia cruel criado pelos capitalistas para nos induzir a gastar muito. Pensa só, todas as categorias gastam nesse dia: Casais apaixonados compram presente um para os outros (dã), Solteironas tristes compram um monte de chocolate e mandam flores para si mesma, Solteironas legais compram roupa para si, por fingir que não estão nem aí com esse dia, mas no final do dia acabam com o pote de sorvete vendo Ghost (que por sinal eu acabei com um brigadeiro vendo esse filme na sessão da tarde ano passado).
Deveríamos boicotar datas assim. Pelo bem da humanidade e felicidade geral da nação, quer dizer, menos felicidade dos donos de locadoras e vendedores de chocolate, mas vamos lá, eles vendem isso o ano inteiro :)
E mesmo com todas as minhas neuroses sobre meu namoro, minhas dúvidas e etc, eu estou feliz ;)
Ps. Mas ainda acho que o dia dos namorados é um dia cruel criado pelos capitalistas para nos induzir a gastar muito. Pensa só, todas as categorias gastam nesse dia: Casais apaixonados compram presente um para os outros (dã), Solteironas tristes compram um monte de chocolate e mandam flores para si mesma, Solteironas legais compram roupa para si, por fingir que não estão nem aí com esse dia, mas no final do dia acabam com o pote de sorvete vendo Ghost (que por sinal eu acabei com um brigadeiro vendo esse filme na sessão da tarde ano passado).
Deveríamos boicotar datas assim. Pelo bem da humanidade e felicidade geral da nação, quer dizer, menos felicidade dos donos de locadoras e vendedores de chocolate, mas vamos lá, eles vendem isso o ano inteiro :)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Cachos

Lá estava ela mais uma vez em seu refúgio, pensando. Pensando nele, como todas as vezes. Sozinha na praia, sentada no mesmo banco de sempre, usando aquela sua blusa branca preferida. Olhando o mar e lembrando das vezes que ele saia da água e balançava seus cachos como só ele sabia. E ela o vigiava da areia, fingindo que ele era seu. Sempre fingiu que ele era seu, imaginava a vida ao lado dele. Como será que ele não percebia que foram feitos um para o outro? Os mesmo gostos, os mesmos amigos, a mesma paixão inefável pelo mar. Tinham tudo para seguir pelo mesmo caminho, mas ele cismava em virar para o outro lado, em fugir. Fugiu dela a vida toda.
Por muitas vezes ela é quem fingia mudar de direção, mas sabia que era só fingimento. E o pior é que ele também sabia, e bem nessas épocas ele plantava esperança no coração dela. Monstro, mostro monstro! Não sei como te amo tanto, não sei como não te esqueço, não sei como nem a distância nem a tua ausência apaga da minha vida! Sentimentos mistos gritavam dentro da cabeça dela. A menina de blusa branca olhando o mar pensando nele. E ele, onde estaria agora? Pensava alguma vez em mim? Sei que sim, mas era demasiado orgulhoso para admitir. Ah, ela bem sabia disso.
De blusa branca e pés descalços, foi sentir o mar, como se sentisse a ele e seus cachos sempre cheirosos.
O mar. A menina da blusa branca e sua paixão pelos cachos dele..
Por muitas vezes ela é quem fingia mudar de direção, mas sabia que era só fingimento. E o pior é que ele também sabia, e bem nessas épocas ele plantava esperança no coração dela. Monstro, mostro monstro! Não sei como te amo tanto, não sei como não te esqueço, não sei como nem a distância nem a tua ausência apaga da minha vida! Sentimentos mistos gritavam dentro da cabeça dela. A menina de blusa branca olhando o mar pensando nele. E ele, onde estaria agora? Pensava alguma vez em mim? Sei que sim, mas era demasiado orgulhoso para admitir. Ah, ela bem sabia disso.
De blusa branca e pés descalços, foi sentir o mar, como se sentisse a ele e seus cachos sempre cheirosos.
O mar. A menina da blusa branca e sua paixão pelos cachos dele..
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Vida de atleta...
... não é fácil. Mas é gratificante.
Por isso eu estava ausente. Estava me preparando para conquistar meu objetivo nesse sábado que passou, e graças a Deus eu consegui! Fui lutar o campeonato catarinense em Concórdia SC (umas 6 horas da onde eu moro, e é muuuuuito frio!), e fui penta campeã. E conquistei minha vaga para lutar o Brasileiro no fim desse mês em Manaus.
Sim, estou quebrada, dolorida, ralada... Mas tudo vale a pena. Não sei explicar como é a sensação de chegar a uma final, dar tudo de si, conquistar a vitória. É a melhor sensação do mundo. (A segunda melhor é tomar coca-cola depois da pesagem.)
Vou tentar postar mais vezes, e visitar mais os blogs. Mas me divido entre trabalho, tatame e esteira, então não sobra muito tempo... Mas vou tentar!
Por isso eu estava ausente. Estava me preparando para conquistar meu objetivo nesse sábado que passou, e graças a Deus eu consegui! Fui lutar o campeonato catarinense em Concórdia SC (umas 6 horas da onde eu moro, e é muuuuuito frio!), e fui penta campeã. E conquistei minha vaga para lutar o Brasileiro no fim desse mês em Manaus.
Sim, estou quebrada, dolorida, ralada... Mas tudo vale a pena. Não sei explicar como é a sensação de chegar a uma final, dar tudo de si, conquistar a vitória. É a melhor sensação do mundo. (A segunda melhor é tomar coca-cola depois da pesagem.)
Vou tentar postar mais vezes, e visitar mais os blogs. Mas me divido entre trabalho, tatame e esteira, então não sobra muito tempo... Mas vou tentar!
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