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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vão viver, sem viver em vão.

Né?


Maria era uma menina com uma beleza média. Cabelos médios, altura média, peso dentro da média, inteligência mediana, que usava para gravar os últimos sertanejos do momento, dançar quadradinho de oito e enviar na velocidade da luz seu nome para todas as festas mais badaladas. Maria usava chinelo havaianas e ficava até três dias sem lavar o cabelo, pegava ônibus para seu emprego que detestava e quando queria impressionar nas redes sociais digitava Caio Fernando Abreu no Pensador e postava com uma hashtag Cult. Maria nunca leun nada sobre o autor e acha que frases como “Eu cuido, corro atrás, peço desculpas, me importo, mas quando eu desisto, pode crer, meu desapego é pra sempre!” são dele. Maria nem sabe o que é desapego, acha que significa emprestar aquele shorts badalo para sua amiga.

 No instagram, Maria tem muitos seguidores. Está sempre linda e feliz, come sempre sushi e é focada na academia, bebe cerveja às sextas posta o look do dia. No Tinder Maria é interessante e descolada, no Whatsapp Maria é falante e inteligente, sempre tem assunto. Maria é incapaz de viver sem baseblushpórímel, sente falta de um cara que queira fazer sexo – sem ir embora no dia seguinte em busca de outro match – e é incapaz de manter um diálogo sagaz pessoalmente quando está sóbria. Maria não consegue olhar nos olhos, não sabe ter firmeza em um assunto se não pode pesquisar no Google e se esqueceu como é andar olhando pra frente e apreciando a paisagem. 

Maria se sente angustiada toda noite e não sabe porque. Por mais que Maria saia, faça sexo, ganhe likes, tenha suas ideias – que nem são suas – compartilhadas, todo dia vai dormir e acorda com essa sensação de vazio, um vazio inexplicável. Mas ainda assim acorda e faz as mesmas coisas todos os dias, porque Maria, tão #determinante e #focada tem medo de sair da própria bolha que criou para si. Só quero ser aceita, diz Maria, mas Maria, aceita por quem? Aceita para que? Maria queria que a vida da rede social fosse sua vida de verdade. Maria não sabe o que é ser social nem o que é vida de verdade.

 Maria é mais uma das milhões de pessoas que buscam na tecnologia a ‘realidade aumentada’, com cada vez mais velocidade e dinamismo para imitar o que deveríamos estar fazendo: nos socializando. Somos diversas Marias e Joãos cada vez mais solitários em busca de uma companhia refletida em um ícone que pisca. Queremos cada vez mais ser inseridos em círculos descolados só para colecionar egos, para no final das contas acabarmos sozinhos esperando mais uma nova mensagem, um novo like, um novo match. 

Se parece exagero, uma pesquisa do portal Huffington Post apontou que 48% das mulheres americanas preferiam ficar sem sexo do que ficar sem seu smartphone. E mais: 47% deixam o celular ao lado da cama para usá-lo assim que despertam. Despertar, aliás, é o que está faltando para as pessoas desse mundo: não busquem realidade aumentada através da tecnologia, ela está logo na sua frente, é só levantar os olhos. Ao invés de ver #sunset, que tal ver o por do sol numa praia? Invés de fazer pose para o #treino que tal dar uma corridinha na rua e chegar exausta e descabelada, como deve ser para quem realmente treina? Porque ao mesmo tempo que expomos tudo da nossa vida, nos encolhemos cada vez mais?

 Fiquei um tanto impressionada com o filme Her, onde o protagonista se apaixona por um sistema operacional, mas logo percebi que isso basicamente já existe: se o Iphone começar a fazer sexo e cafuné, digam Adeus para os relacionamentos humanos. Que mundão.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Observações de uma night.

weheartit.com

Vez em quando eu trabalho tirando fotos de festa. Sabe como é né, a vida é feita de freelas, afinal se até o tomate tá caro, imagina o miojo. Mas o que eu mais gosto nesses freelas é que observo muito e muito as pessoas durante a noite. E isso me faz entender o quanto estou ficando velha. É engraçado ver que já passei por algumas fases - e que pode não parecer, mas entre os 18 e os 23 anos muuuuuuita coisa muda.

 Primeiro que eu já não tenho mais saco para os velhos papinhos. Molecada sempre chega da mesma forma, é até engraçado. E alguns são muito insistentes! E eles pedem seu telefone, sei lá pra que. Se você não da bola pra eles, eles não ligam. Mas se você der bola, adivinha? Aí é que eles não ligam mesmo. Afinal, o outro dia já pede uma nova balada, novos números descartados, novos beijos vazios... As meninas parecem feitas em série. Mesma roupa, mesmo cabelo, mesmas atitudes. Algumas exceções me surpreendem: existem aquelas que se destacam das demais, são estilosas e cheias de si (no bom sentido). Não caem no papo dos malandrinhos, chegam nos guris se quiserem ou apenas ficam ali curtindo a música. Não são maria pick-ups, maria cerveja, ou maria-seja-la-o-que. Pena que essas são a minoria. O

utra coisa que me impressiona muito é a quantidade “rabo-preso” que existe dentro da balada. Gente que ao ver a câmera em sua direção some magicamente. Cansei de ouvir “não bate foto de mim não moça, minha namorada não sabe que eu estou aqui”. Não foi uma ou outra vez, isso sempre acontece. Mais de uma vez na noite, inclusive. E na maioria das vezes (maioria, não todas), com os homens. Isso me faz questionar ainda mais o motivo das pessoas se relacionarem uma com as outras – seria o medo de ficar sozinho? Por medo da solidão as pessoas namoram com o primeiro que aceitar? Só pode ser isso, uma insegurança generalizada, ou uma vontade de ter alguém por status, para justificar tanta babaquice.

 Que eu saiba – e posso estar sendo tão medieval quanto o Cazuza – namorar é aquela coisa que rola confiança, verdade, parceria, não é? Então qual o sentido de fazer tudo escondido? Ah sim, a vontade de sair sozinho, com os amigos pra curtir. Mas não se pode fazer isso quando está namorando? Ah claro que não. Tem todo aquele lance do ciúmes e tals. Então, bem mais fácil dizer que estava dormindo e sair escondido, não tem problema. É Nando Reis, o mundo está mesmo ao contrário e ninguém reparou. Todos os valores estão invertidos. As pessoas trocam alianças, alteram status nas redes sociais, mas não são capazes de manter a coisa mais importante de todas: o caráter. Querem ter a vida e a liberdade de solteiro, mas sem deixar de ter a soneca de conchinha nas tardes tediosas de domingo. A verdade é que ninguém sabe mais o que quer da vida, e por isso escolhem fazer tudo por debaixo dos panos. Querem ter sua liberdade, mas não são capazes de deixar o outro livre também. Seria tão mais fácil!

 Depois ainda me perguntam por que eu gosto de ser sozinha. A questão não é gostar – assim como qualquer ser humano normal, eu também sinto falta das sonecas de conchinha aos domingos. Mas prefiro ter a certeza de que estou fazendo o que bem entender sem precisar enganar ninguém. E, enquanto não encontro alguém que queria ser simplesmente livre como eu, vou seguindo só observando a babilônia que se encontra isso que chamamos carinhosamente de amor.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ele e a felicidade



Em uma das nossas (cada vez mais frequentes) conversas, ele me disse que não sabia ao certo o que era felicidade. ‘Pode parecer loucura, mas não sei se sou feliz’, disse-me ele. Logo mudamos de assunto, falamos sobre coisas banais, mas isso ficou na minha cabeça. Afinal, por que queremos sempre comprovar a nossa felicidade? 

Olhe as prateleiras das livrarias. Milhares de livros nos ensinando a fórmula da felicidade. Compre isso, vista tamanho 38, vá caçar seu par e case-se, tenha dois filhos e uma casa com um jardim gigante, um bom emprego, dois carros na garagem. Sem isso tudo não podemos ser feliz. Todo o tempo ficam nos ensinando a como ser feliz, o que fazer e como conseguir, mas sem saber que felicidade, meu caro, é muito pessoal. Ainda bem que eu não acredito em livros de auto-ajuda. 

No dia seguinte a nossa conversa, fiquei pensando se eu sabia mesmo se era feliz. Sempre achei que fosse. Nesse dia, cheguei no meu estágio e tinha bolo de chocolate. Pensa na minha felicidade! Comi dois pedaços gigantes, acompanhado de gargalhadas sem glamour nenhum. Na hora de ir embora, parei pra sentir um pouco do cheiro do mar. Isso me deixava mais feliz, percebi. No caminho para casa, em meio a toda a fila de trânsito, um lindo pôr-do-sol. Sorri secretamente por estar presenciando aquilo. Ah, que felicidade. 

Então eu percebi: felicidade não é apalpável, não é certa. Pode parecer como bolo de chocolate, mar e pôr-do-sol, pode aparecer como uma promoção no emprego ou dinheiro sobrando no fim do mês. Pode estar presente em coisas grandes, gigantes, pequenas, minúsculas, simples, complexas. Mas está sempre ali, essa tal de felicidade. O problema, é que nessa ânsia de querer ter certeza de tudo, às vezes apenas a deixamos passar, não a percebemos. Ocupamos seu lugar com as dúvidas, as incertezas.

 Quero te dizer, meu caro, que não sei se você é mesmo feliz. Mas não saber também é legal. Pra que ter certeza de tudo? Nessa procura louca por respostas, ás vezes você deixa de perceber aquela pontinha de felicidade. Ser feliz é não saber, é viver. Viva mais, se arrisque mais, ria mais. Jogue fora os livros de auto-ajuda: já basta as milhares de regras que temos que seguir na nossa vida, que ao menos a felicidade possa ser livre, possa ser só nossa. Sem receios.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Se o amor é meu, amo como quiser.

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Porque eu não acredito em príncipe encantado, princesas e seus sapatinhos de cristal, etc etc etc, tem gente que acha que eu não acredito no amor. Pior, tem gente que acha que eu sou contra o amor! Logo eu, uma apaixonada por natureza. Eu amo o amor. Eu admiro o amor. Eu vivo o amor. Mas vivo do meu jeito, acredito nele de uma forma diferenciada, acredito nele livre – muito embora já o tenha aprisionado diversas vezes. Não é porque eu não o vejo mais com as lentes cor-de-rosa que eu não acredite nele, ora bolas. 

Porque cada um tem seu jeito de amar. Se o seu for o de esperar o tal príncipe encima do tal cavalo branco, tudo bem. É a sua visão de amor, se você acredita nisso e é feliz assim, que bom para você. Se você prefere os sapos (tenho uma grande inclinação por eles) e eles te fazem sentir bem, ótimo! Se o príncipe quer o príncipe, se a princesa quer a bruxa, quem tem que se meter? Mania das pessoas se preocuparem com o amor alheio e deixar o seu passar. 

Ah sim, eu já quis príncipes. Beijei sapos com a esperança de transformá-los em tal. Eu já achei que ia casar e ficar com uma única pessoa o resto da minha vida e coisas assim. Mas hoje eu penso diferente. Como já falei aqui, apenas quero um amor livre, afinal. Penso que amor muda, acaba, ressurge, renova, é efêmero. Se tudo isso acontecer com a mesma pessoa, que coisa linda. Se for para ter vários amores na sua vida, que bom também, aprenda com cada um deles, VIVA cada um. Viva também a perda, o fim deles. Viva a solidão também, porque a gente precisa dela. 

Viva o que você quiser, aliás. Porque isso é o lindo do amor. Ele não tem regras, já viu? Mas não o estrague – porque a gente tem essa mania. Parece que é complexo de entender, mas na verdade ele é simples demais, a gente que complica com nossos conceitos amarrados sobre o sentimento. Seja príncipe, sapo, princesa, plebéia ou nenhum personagem de nenhuma lenda, não importa – ame do seu jeito. E respeite quem ama de uma forma diferente. Apenas, ame, só isso. Porque é lindo esse tal de amor né!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pras pessoas de alma bem pequena (...)

(Remoendo pequenos problemas 
Querendo sempre aquilo que não têm)


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 É uma revolta, nessa quarta-feira chuvosa. Revoltada, porque as pessoas me cansam. Me cansam com seus discursos falso moralistas, me cansam com sua hipocrisia, me cansam com toda essa superficialidade. Que mundo é esse em que corpo vem antes da mente? Que mundo é esse em que dinheiro é que dita as regras? Que mundo é esse, em que todos são tão montados, tão falsos? 


 Pode parecer discurso de rebelde sem causa, mas está longe disso. Apenas acordei hoje cansada das pessoas, cansada das coisas que ouço e vejo, e como não tenho dinheiro – nem vontade, diga-se de passagem – para pagar um analista, vim aqui reclamar no espaço mais democrático que conheço, o MEU espaço. 


 Já viram coisa mais superficial do que pessoas na balada? É todo mundo querendo parecer bonito, rico e feliz. Isso acontece no facebook também né? Todo mundo querendo ajudar os animais, querendo ser descolado e esfregando na cara da sociedade o quanto vai em lugares legais, come pratos caros e tem uma vida ma-ra-vi-lho-sa. Todos os relacionamentos são perfeitos, todas as amizades verdadeiras. Parece que as pessoas estão vivendo no Second Life (que coisa antiga), parece que criam avatar de algo que gostariam de ser. Mas que não são. 


Em que lugar ficam as pessoas que não ligam para isso tudo? Quem gosta de conversar, de debater assuntos que não sejam sobre o Neymar ou qualquer panicat? Aliás, onde encontramos essas pessoas, onde elas se escondem? Não sei. Sei que cada vez me decepciono mais com certas coisas. Isso me deixa com preguiça de pessoas. Preguiça de “comprar” certas brigas que não valem a pena. Cansaço de ouvir cada coisa sem fundamento, que acabo apenas deixando passar. Não deveria é claro. Mas lutar ao lado de quem e pelo que, quando a maioria das pessoas apenas aceita tudo que lhe é imposto? 


Não quero mudar o mundo. Sei que não consigo. Mas também não quero ficar sentada apenas aceitando tudo que dizem que tenho que ser. Queria apenas que mais pessoas se levantassem também. 


"Vamos pedir piedade Senhor, piedade 
Pra essa gente careta e covarde 
Vamos pedir piedade Senhor, piedade 
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem” 
Blues da Piedade. Melhor Música. 
(Cazuza, seu lindo)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor, coitado.

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O problema é que cada vez mais a gente vem aceitando que para merecer o amor, a gente tem que sofrer junto. É como se fosse um pacote: saboreie o amor mas guarde espaço para a grande decepção que vem depois. Porque o amor é doce, mas lá no fundinho você sabe que depois tem aquele gosto amargo, noites sem sono, raiva e decepções. Para depois ter amor de novo. E então, já vamos amando errado, como se fosse para realmente merecer o que nos espera. Ué, já que vou ter que passar um bocado de tempo fechada no quarto, usando uma camisa sua, comendo chocolate e assistindo dirty dancing enquanto tento entender porque tenho que sofrer tanto e porque você não me ama mais, vou te fazer sofrer um pouquinho já. Vou se rum pouquinho má. Vou mentir de leve. Vou sair escondidinha. Já que você vai me trair – porque não existe fidelidade e etc – vou te trair antes. Mas não porque eu queria, mas quando você não aparecer mais, ou quando eu descobrir que por trás de tudo aquilo doce você era totalmente estragado, vou poder dizer que te fiz sofrer. Vou merecer meu sofrimento de amor.

Ai que tristeza tudo isso que estamos fazendo com o amor, coitado. E colocamos toda a culpa nele, já percebeu?  Porque se jamais tivesse te conhecido, se jamais tivesse te beijado naquele fim de carnaval, se você jamais tivesse dito que me amava e que nunca iria me fazer sofrer, se você não tivesse mentido que era diferente de todos os outros que também me beijaram no fim de carnaval ou no fim de tarde ou debaixo da chuva, eu não precisaria estar passando por tudo isso. Odeio você e odeio o amor, tudo culpa dele. E sua. 

Engraçado é que quando estamos lá de mãos dadas no cinema ou achando graça das piadas mais idiotas do mundo, quando tudo é doce e colorido, não nos importamos. Amamos e amamos mesmo, e não colocamos a culpa em ninguém. Nessa hora, o pobre amor, tão xingado coitado, é a melhor coisa do mundo. Que ingratos que somos quando tudo acaba! Simplesmente a gente passa uma borracha e só sabe reclamar, culpar, xingar e sofrer. Principalmente xingar e sofrer.

Vamos parar de amar errado. De sofrer por antecipação, de culpar o amor pelo sofrimento que ele causa depois. Ei, ele não causa sofrimento depois! Amor é sempre lindo, sublime, doce, reconfortante, cor-de-rosa, avassalador. Esse é o amor. E não mata.
O verdadeiro causador dos sofrimentos somos nós. Eu, você, a piriguete que deu em cima do seu namorado e o cara que te deu um pé-na-bunda. Simplesmente porque não sabemos lidar com o amor do jeito certo, já que pensamos que nossa sina é sofrer. Que dramáticos que somos.

Nenhum sofrimento pós-amor é merecido. Mas passamos por ele. E temos mesmo que passar, porque algumas coisas a gente tem que aprender. E depois ele vem de novo: prepare seu coração e arrume seu cabelo, ele não tem hora pra chegar. Vê se recebe ele certo dessa vez.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mais gentileza, por favor.

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O tempo na cidade em que moro (Palhoça city, oi) anda meio bipolar. Temos todas as estações do ano em uma única tarde, por exemplo, e isso é um tanto quanto perturbador. Ontem, saí de casa a caminho do estágio e estava sol, mas quando parei para comprar um café (lógico) no caminho, começou a chover como se o mundo fosse acabar. Faltavam 15 minutos para começar meu estágio e eu estava ali presa no posto, na metade do caminho, com uma chuva digna de filmes de Hollywood. Não tinha o que fazer então, a não ser esperar, coisa que eu detesto.


Eu poderia ficar ali no posto reclamando, morrendo de tédio e de raiva, mas graças aos funcionários que estavam lá isso não aconteceu. Fiz amizade com todos os frentistas (que me deram até um guarda-chuva muito estiloso de presente), sem falar que a moça do caixa, que também se chama Cris, era muito engraçada. Que coisa, eu passo naquele posto todo dia, ás vezes mais de uma vez por dia, mas nunca reparado nessas pessoas tão legais. Por que será que temos essa mania de muitas vezes fazer as coisas no piloto automático? 


Falta gentileza para todo mundo. Não, dizer um obrigado mecânico quando recebe o troco não é ser gentil. É ser educado, que ótimo, mas gentileza vai além disso. É sorrir, de verdade, dizer um bom dia autentico, puxar um papo na fila. Se estamos todos esperando a chuvar passar, por que não tornar esse acontecimento chato em algo mais agradável não? Aliás, por que não tornar a maioria dos acontecimentos chatos e cotidianos mais agradáveis? Depende só da gente deixar o ar mais leve, os dias mais suaves e o tédio menos tedioso. Incrível como pequenas atitudes mudam muitas coisas. 


Fiquei quarenta minutos no posto. Teria ficado muito mais, se não fosse a gentileza de uma moça de me dar carona para o trabalho. Ela perguntou se eu estava indo para lá, e ela também estava, e me deixou na porta do meu estágio. Obrigada moça, por ser tão gentil e me mostrar que o mundo não está tão perdido não, e que ainda existem pessoas que são gentis umas com as outras sem esperar nada em troca. 


Gentileza. Muitas vezes não custa nada, mas vale muito. Seria muito bom se mais gente praticasse. Fica a dica ;)




ps. Seja gentil, curta a página do blog hehe

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mulheres de plástico.

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Botox congelando os rostos. Meninas - sim, eu disse meninas, de 16, 17 anos - colocando silicone. Cada vez mais e mais mulheres começando dietas malucas na segunda-feira e se frustrando por não conseguirem chegar até o final. Vaidade, o grande mal do século. Por que tanto medo de envelhecer? Por que a vontade de ficar gostosa - pois veja bem, saudável a grande maioria já é - cada vez mais cedo? O que é esse culto ao corpo tão grande, essa compulsão por cada vez mais querer se parecer com mulheres de plástico?


Sou vaidosa, claro que sim. Não vejo nenhum mal em me cuidar, ué. Tenho meus pneus que me encomodam, uma celulite aqui e ali, e muitos complexos também. Ora, sou mulher afinal, gosto de me sentir bonita, de me arrumar, ás vezes deixo um bom dinheiro no salão e tenho mais sapatos do que preciso (mentira, tenho nada). Porém, sou verdadeira. Claro que com certa idade me preocuparei com as rugas que vão aparecer, faço dietas, quero estar magra no verão e um dia quem sabe, colocarei silicone. Mas não, não morrerei se não fizer isso, e muito menos farei para agradar os outros, tampouco para me enquadrar nos padrões tão alucinantes de beleza hoje. Ás vezes fico olhando o comportamento de muitas mulheres e adolescentes, e percebo cada vez mais que elas parecem fabricadas em série. As mesmas roupas, atitudes, maquiagens, corpos. A mesma luta para se manter assim.


Bonecas de plástico não vivem, gente! São perfeitas, mas desculpe, eu prefiro ser real. Prefiro ter uma celulite aqui e acolá, e comer (sem tanta culpa) uma boa pizza no fim de semana. Prefiro devorar um chocolate e uma boa coca-cola sem pensar em quantas horas vou ter que passar na esteira, jump, ou seja lá qual exercício, para perder essas calorias.
Veja bem, sou vaidosa. Mas sou por mim, pelo meu bem-estar. Não me encomodarei se um dia eu sorrir e algumas ruguinhas aparecerem ao redor da minha boca - bem melhor que ter aquela expressão congelada de quem não sente nada. Frigidez comprada em laboratório? Obrigada, dispenso. E sei que tem muitas que dispensam também, que bom.


Viva a beleza! Mas não a de plástico. Viva o corpo perfeito de panicat que todas desejamos ter, mas um Viva ainda maior para o corpo que nós temos, cuidamos, aceitamos sem fazer (quase) nenhuma loucura por aí. Um beijo para a vaidade do jeito certo, porque ficar bonita é muito bom, mas o melhor ainda é ficarmos felizes pelo que a gente é.

"Sorrisos plásticos cumprindo seu papel
Enfeitando um rosto de pedra!
Se a regra é ser tão simpático
Mesmo que seja só pra convencer toda platéia"
(Pitty - I wanna be)


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obs. estou off até segunda. Quem quiser ajudar e curtir a página do blog no face, eu agradeço!
Quando voltar, respondo todos. Obrigada!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Conversa de Botequim

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Estavam as três sentadas no botequim, queixosas. Numa sexta-feira a noite nada melhor que tomar umas bebidas docinhas e reclamar um pouco sobre aquilo que amavam muito, mas que ao mesmo tempo era a causa de suas insônias: seus relacionamentos. Já dizia nosso estimado Caio F, “amor, amor: não tem besteira maior”. E é bem verdade, elas concordavam.
Não que amor não fosse bom- logo uma disse, ruim é o rumo que tomam as coisas.
Porque no começo tudo é maravilha, eles se esforçam, querem a conquista, são os mais fofos do mundo. Sabem ouvir, sabem fazer as pequenas coisas, mas depois se acomodam, porque já tem nosso amor, e como somos loucas, intensas e demonstramos isso para eles, logo acham que podem ficar tranqüilos que nunca vai acabar.
As outras duas tomaram mais um gole, concordando. Quem sabe a culpa não é um pouco nossa também? Disse a outra. Porque a gente fala demais. Cuida demais. Demonstra demais. Já dizia minha avó, homem gosta de ser pisado, maltratado, assim eles dão valor.
Uma delas bateu na mesa e pediu tequila, não queria mais nada docinho, já estava ácida. Pior ainda são aqueles que acham que temos que fazer o papel de mãe! Disse ela, entre o sal e o limão. Chegam e espalham tudo, jogam tudo, querem comida na mesa e depois a louça limpa, e depois querem ir direto para a “sobremesa”, sem nenhum agrado. Aliás, eles que querem o carinho, ser ouvidos, querem tudo mastigado. Isso cansa!
As outras duas pediram tequila. O único homem permitido naquela mesa na noite de sexta, era o estimado José Cuervo, mas com certo receio, afinal esse também dava dor de cabeça.
Agradar uma mulher é tão fácil! Falou a mais quieta, que já começava a ficar falante. Só queremos os detalhes, as coisas pequenas, que preparem o jantar ás vezes, que a gente chegue e as coisas estejam no lugar, queremos palavras bonitas, atenção, chocolate na TPM e ouvir que nossa dieta está fazendo efeito. Mas eles preferem elogiar as “amigas” –enfatizou assim mesmo, cheio de aspas descoordenadas- as “amigas” que a gente sabe muito bem quem são.
Silêncio tenso no ar. Cada qual lembrando daquelas “”””amigas”””, aquelas mais magras e cheias de boas intenções (sentiu a ironia?).
Mais um gole e uma explosão de reclamação. Achar defeitos nas amigas, quer coisa melhor? Reclamaram mais um pouco sobre seus homens também, e sua falta de maturidade, seu desleixo, sobre estar cansada e não saber se é isso que querem, sobre o amigo que está dando atenção demais. Mas depois ele vai ficar acomodado também, lembrou uma delas. Afinal, são todos iguais. Todas concordaram. E quer saber? Beberam mais um gole e foram dançar, com seus melhores (e mais doloridos) sapatos, com suas roupas novas e o mais importante: quilos a menos de stress no corpo, afinal, nada melhor que um boteco-terapia com as amigas que entendem bem o que você pensa, para se renovar.






(obrigada amigas que me contam seus problemas e me inspiram, e também que  ouvem os meus, seja no boteco ou não)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Louco, quem?

Foto por: mim hehe


Oi, eu gosto de ir ao cinema sozinha. Sim, sozinha, só eu, minha coca e guloseimas - é óbvio. Isso deve parecer estranho né? Talvez você tenha pensado igual a mulher que sentou do meu lado no dia que eu fui ver Mulher Invisível - que eu sou uma solitária sem amigos. Uma forever alone, para os mais antenadinhos. Mas não, eu só gosto de ir no cinema sozinha.


Eu gosto de usar shampoo do bob esponja também. E escovar o dente com pasta Tandy. Só escolho o canudo vermelho ou rosa, se tiver. Detesto estacionamentos e nunca vou dominar a arte de estacionar bem o carro. Canto sozinha na rua e fico muito sem graça quando alguém me pega. Gosto de pizza e pastel frio da sobra de ontem.


Fora tantas outras coisas esquisitas que eu faço e nem percebo. Freud talvez quisesse achar um significado nessas minhas manias, talvez ele fosse querer me catalogar em alguma classe dos não-normais-da-sociedade. Mas aí eu me pergunto: O que é ser normal? Ahá, te peguei nessa né? Aposto que lendo as minhas esquisitices você ficou pensando nas tuas. E se achou esquisito demais, talvez. Ficou com medinho que Freud bata na sua porta é?


Pois eu digo, seu Freud: pode me chamar de louca, mas não existe pessoa normal. Todo mundo tem uma mania obscura que denuncia uma loucurinha. E sabe o que mais? ser normal, seguir tudo dentro dos padrões, não escovar o dente com Tandy ou tomar coca-cola no canudinho branco deve ser muito chato. E se você leu isso tudo, e não achou nenhuma mania/esquisitice/compulsão/whatahell pra compartilhar... vou ali ligar pro amigo Freud, porque você deve ser meio biruta das idéias.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Plebéia.


imagem:http://gettyimages.com.br


Banhos de chuva com beijos apaixonados. Correr na areia, tropeçar e se beijar na beira do mar. Rolar na grama. Observar o por do sol com a cabeça encostada nos ombros dele. Ser acordada com ele tocando violão.
Ele aliás, tão perfeito. Corpo atlético, sorriso alinhado, cabelos enrolados e bagunçados, olhos azuis (sim, eu tenho uma certa fixação por olhos azuis e cabelos enrolados), e o melhor de tudo: só tem olhos para você . Não cansa de dizer o quanto a ama, de te encher de beijos, presentes, bilhetes.
Pena que isso tudo é sonho. Quem nunca sonhou com o cara perfeito, o relacionamento perfeito? O problema é quando deixamos o sonho ofuscar a realidade. Estamos tão preocupada com a busca implacável pelo príncipe encantado em seu porche vermelho (afinal ninguém mais anda de cavalo branco), que ás vezes deixamos passar algum plebeu de fusquinha, que nos faria igualmente felizes. Sendo mais direta e menos metafórica, deixamos o sonho ofuscar a realidade.
É bom sonhar, claro que é. Mais é muito mais legal viver o verdadeiro, saber ponderar os dois.
Não, não desista do seu príncipe sarado do porche vermelho. Mas não se esqueça que ele pode ser o plebeu de fusquinha, afinal a metáfora está nos olhos de quem vê.


Obs. Eu adoro fusquinhas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um tanto quanto clichê.

imagem: http://weheartit.com


Pode ser que seja confusão, apego. Pode ser que seja amor ou medo do futuro.
O difícil é ter certeza sem viver. É que viver ás vezes da medo, viver machuca, então ficamos vivendo uma vida limitada, incompleta, fazendo as coisas com medo de desagradar alguém, com medo de ser rotulada por alguém, com medo de não conseguir, de seguir em frente.
Chega uma hora que devemos escolher pra qual lado do caminho seguir, e da vontade de simplesmente sentar e esperar que tomem a decisão pela gente. É porque é triste pensar nas coisas e pessoas que deixamos pra trás, pensar no que teríamos feito se nossa decisão fosse outra, etc. etc. etc.

Mas vou te contar um segredo: Triste, é deixar as coisas passarem por medo. Triste é não se permitir ser feliz por temer o que os outros vão pensar. Não seja cruel com você, não se limite, apenas viva – não fazendo nada imoral, claro - e se permita ser feliz, escolha seu caminho.
Morra de amores. Se apaixone sem medo diversas vezes, não se prenda ao ciúmes, afinal ninguém é obrigado a estar com ninguém, se a pessoa está com você, é porque ela quer, pense nisso.
Faça coisas sem sentido, tome banho de chuva, cante bem alto sem saber a letra, conte piadas sem-graça e de risadas até a barriga doer. Tenha momentos de fossa, coloque aquele CD do Roberto Carlos que eu sei que você tem escondido em algum lugar e ouça comendo brigadeiro. Detalhes é a minha música favorita pra esse momento. Fique o dia inteiro de pijamas e com o cabelo bagunçado, mas se permita um dia ir no salão e ter seu dia de diva.
Reclame, reclame a beça, mas não faça disso um hábito.

Passe mais tempo com quem você gosta, viva os momentos simples e clichês. Tudo que eu disse até agora, aliás, alguém já te disse, é piegas e você pensou em desistir de ler, mas chegou até aqui e sabe que lá no fundo está morrendo de vontade de fazer tudo isso.

Eu já morri de amores hoje, senti o cheiro da chuva, e tomei meu café devagarzinho só pra poder lembrar de um certo momento com um certo alguém. Olhei pro céu e pensei: sou feliz, e vim aqui escrever isso pra poder contar pra todo mundo.
Aliás, com licença. Vou até ali ver meu filme favorito e dar umas boas risadas em uma tarde quente. Espero que você faça o mesmo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pisca-pisca.




A luzes brilham piscando e hipnotizando. Os brinquedos reluzem na vitrine, os pinheiros sustentam neves de mentirinha e tudo é mais vermelho do que nunca.
No meio de tantos Jingle Bells e Merry Xmas, da confusão pela busca do melhor presente, tem sua atenção tomada por um contraste, um contraste social. Aquele menino sujinho deixou o seu carrinho de sorvetes estacionado na sombra, e estava olhando, um olhar vago, para a vitrine da loja. Chegou perto dele, que estava absorto demais para notar a presença de mais alguém.
- O que você tanto olha? É esse cachorro de brinquedo que faz tudo sozinho?
O menino assustado, olhou-a com curiosidade e disse-lhe que não, já tinha um cachorro em casa, um cachorro de verdade, e amava-o tanto que não precisava ter um de brinquedo.
- Seria esse carrinho de controle remoto?
‘Não’, disse a ela. ‘Não, eu faço os meus próprios, e eu me divirto comandando eles sem ter que aperta nenhum botão. Não gosto de brinquedos que brinquem por mim.’
- Um vídeo-game, então?
‘Vídeo-game?’ Ele olhou a com uma cara engraçada. Ficar preso dentro de casa apertando botões não é comigo, eu prefiro correr na rua e fazer minhas própria aventuras.’
-Então, menino, diga-me o que tanto olha?
‘A Luz’, respondeu ele como se fosse muito óbvio.
- A luz? Perguntou ela sem acreditar muito.
‘A luz’. Eu queria que ela brilhasse todo dia desse jeito, não somente no natal, não somente na vitrine, mas no coração de todos nós.’
E assim, ela foi embora com sacos de presentes nas mãos, mais com algo muito mais valioso e que não apagaria após o natal: A luz que piscava dentro dela.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Parabéns Atletas do Brasil

Na foto: Leandro e Ketleyn com o Bronze no judô.

Resolvi falar sobre isso quando ouvi pela enésima vez alguém falando mal do Brasil nas
"OlimPiadas" como chamam por aí. Quer saber o que eu acho? Parabéns Brasil, você foi ótimo! Mulheres do esporte então, deram um show. Como é que um País que não ofere estruta nenhuma ao esporte quer ter uma colocação melhor? Eu que sou atleta (e olha que não sou atleta de fim-de-semana, são 11 anos ralando a cara no tatami todo dia), sei como é difícil praticar esporte aqui. Falta lugar descente, apoio, as academias que oferecem as modalidades são caras, e o governo paga mal para os atletas, além do que conseguir um patrocínio é praticamente impossível. Agora para o Brasil é muito bonito olhar nosso desempenho e falar mal dos atletas né? Mal sabem as pessoas a história de cada um pra chegar ali onde chegou. Não importa que em ultimo, mas o que importa é que tinhamos verdadeiros patriotas fazendo de tudo que fosse possível para trazer uma medalha ao Brasil, para ter o reconhecimento de uma nação. Para os que conseguiram, meu sinceros parabéns, verdadeiros guerreiros. Só é uma pena que tirando o futebol, niguém lembra das conquistas nos outros esportes por muito tempo. ( Eu gosto de futebol, mas acho mais uma grande jogada de marketing do que um esporte, efim, opnião minha que nunca vou ganhar milhões pra correr atrás de uma bola).Então, digo e repito pra quem quiser ouvir: Parabéns Brasil pelo ótimo desenpenho nessas olímpiadas! E se um dia alguém quiser cobrar resultados de países de Primeiro mundo, que tratem nossos atletas e ofereçam estruta como esses países oferecem.