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Ao som de 'Pra você dar o nome ' - 5 a seco. |
Queria poder dar um nome pra isso. Uns
chamam de amor, eu chamo de loucura, outros dizem que da no mesmo. Os céticos,
de ilusão, os românticos, de doçura, e eu ainda não sei não. É pele, me
disseram, é dose, respondo eu. Osso duro de roer, essa coisa que não sei dar o
nome, mas que ao mesmo tempo sei que é você. Deve ser isso: o que sinto é você,
me preencho de você, tem você me perturbando antes de dormir, tem o teu cheiro
que só eu sinto nos ambientes que você nem frequenta mais. Não tem nome porque
não quero categorizar aquilo que não cabe em rótulos, amor, pele, desejo,
paixão, porque não? Porque não. Não quero. Mas ainda assim te quero tanto que
não sei do que chamo, mas sei que te chamo, mas sei que tem chama.
Chama acesa que eu tento apagar com tantos
outros nomes que cruzam meu caminho. Chama que escondo por trás de uma cara
blasé quando alguém fala seu nome e eu finjo que não sei de quem estão falando.
Não quero dar nomes. Mas quero o meu nome junto ao teu. Queria ser anônima,
queria não saber de quem eu falo, mas por mais que eu me cale tudo parece gritar. Quero ir aí,
te chamar, falar bem alto teu nome e o
nomear que sinto, mas sinto muito, nunca fui boa em colocar título nas coisas.
Nossa história não tem título. Nossa
história sequer é uma história, afinal. Sem final, sem roteiro, mas poderia ser
chamada de mentira, me disse o pé no chão. E eu, cabeça nas nuvens, respondi
que poderia ser verdade, mas que eu prefiro achar que é nada, embora o nada ainda seja uma
palavra que espera tradução (obrigada, Gessinger). Na falta de uma palavra
melhor, decidi chamar de amor, uns me dizem que é loucura, mas da tudo no mesmo
afinal.
Tudo é você.
Um comentário:
*------* Pena que aqui não tem um curtir ou algo desse estilo...
De qualquer forma, forma não tem de explicar como adoro ler seus textos e os sentimentos que se manifestam. Acho que me identifico!
Parabéns, de novo!
Estou in love aqui. ♥
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