sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mudando-me!




Então, venho aqui as pressas dizer que dentro de alguns minutos estou deixando a úmida Joinville, para me aventurar nas terras de dias ensolarados e noites frias de Florianópolis. Ok, vamos ignorar o glamour. Estou saindo hoje de Joinville-cidade-da-chuva e indo para meu quarto-cozinha-banheiro em Palhoça, grande Florianópolis. Deixando a casa da mamis, papis, 3 irmãos, e minha cadela-mostro Baboo (porque ela parece tudo, menos uma cadela).
E nessas horas, bate um medo. Um medo que de tudo errado. Um medo da solidão. Um medo de ver que se está crescendo. Um medo de ter que lidar com minha própria pilha de roupas sujas e miojos no meu armário (isso quando eu tiver um, é claro).
Mas, vou, com fé em Deus que tudo vai dar certo. E com as saudades já no coração.
Mas, ainda bem, que é só uma hora e meia que me separa de chuville. E da comidinha da mamãe.
Então, hasta-la-vista baby!
Desculpa se eu não responder os comentários. Prometo que assim que puder, levo meu note-velho-book pra faculdade.
Beijos, e até mais!

Obs. é incrível a quantidade de coisas que podem caber em um siena. Estou falando sério. No da minha mãe tem um microondas, uma TV 29', uma máquina de lavar, e muitas, muitas tralhas.

sábado, 23 de maio de 2009

Lar da Praia.




Geralmente acordava perto do meio dia. Ou duas horas. Dependia da hora que chegara na noite anterior.
Ainda de pijama (que não passava de uma blusa velha e um short sem elástico) ia até a cozinha tão rústica quanto o resto da casa, e se servia de um pão com margarina. Quando a mãe estava de bom humor, tinha também pão doce e requeijão. Se fosse o pai que estivesse comprado então, tinha até bolo. Mas não se importava com o que ia comer, só se importava em estar ali, fazendo nada e sendo feliz.
Sentada na mesa da varanda, ainda com preguiça, verificava o tempo. Na maioria dos dias em que passou lá, o calor era forte, e o sol, escaldante. E nessa tarde não era diferente.
Trocou o pijama pelo biquíni, se achou gorda quando olhou no espelho. Normal. As primas também estavam se trocando, e alguns minutos depois já seguiam aquele caminho de terra, que parecia sem fim, até a praia.
Esticava-se na areia, já tinha um bronze invejável. Enquanto se unia com o sol, pensava na vida, pensava se iria ver ele naquela noite, ou se tivesse sorte, no fim da tarde, naquela mesma praia. E pensava também na ironia que era, os dois compartilhavam desse mesmo mar, mas eram tão distantes um do outro!
Quando já não agüentava mais, ah, ia para o mar, se jogava, mergulhava. Mar verde, mar lindo, e quando tinha sorte, mar calmo como uma piscina. Quando estava ali não queria mais pensar que havia outro mundo. Se achava rainha do mar. Isso, é claro, durava até sentir frio e voltar a se unir com o sol, na areia sem fim.
Ficava lá, com suas primas. Caminhava na praia. Encontrava também a mãe, pedia um real e tomava mate com limão.
No fim da tarde, chegava em casa, se jogava no colchão da varanda, cansada, consumida pela praia. Tomava um banho bem bom naquela água cor de ferrugem, e recuperava as energias, para sua volta noturna pela mesma praia. Shorts, blusinha e chinelo geralmente. Sua marquinha de biquíni, claro, a mostra.
Lá ia ela, livre de tudo, embaixo do céu coberto de estrelas. Via ele, se desconcertava. Voltava pra casa e pensava nele. Entre fofocas com suas primas, dormia, para começar tudo no dia seguinte.


Obs. Foto de um desses verões que não voltam mais ;/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Protesto contra os sem-noção-do-celular

imagem- http://gettyimages.com.br

Tudo bem, eu já estava acostumada a andar de ônibus por Tédioville sendo obrigada a ouvir celulares e mp234435 tocando o funk do titanic ou músicas com conteúdos igualmente, hum, profundos.

Mas eu percebi que o clubinho do celular não se limita aos ônibus urbanos e ciclovias. Não, eles tem que ir além, expandir. Eles tem que atacar também em ônibus inter-municipais.

Eu achando que ia ter paz quando sentei na minha cadeira-leito. Eu que já tinha me ajeitado e me preparava pra um bom cochilo. Mas não, nada de paz hoje. Nada de cochilos. Vamos até Florianópolis ouvindo a trilha sonora do mala do banco da frente. E mais legal: ouvindo ele assobiar no ritmo das ‘músicas.’ Sério. Mais de duas horas.

Será que essas pessoas não se tocam na falta de respeito disso? Quero dizer, eu não sou obrigada a ouvir a trilha sonora dos outros. Alou, não foi pra isso que inventaram os fones de ouvido?

E eu juro, eu quase enfiei os meus na orelha daquele cara.

Então, por favor: se você conhece algum sem-noção do celular, de fones de ouvido pra ele. E comida também, pra deixar a boca dele bem ocupada :}

Ou então, pelo menos compartilhe algum mp3 com conteúdo com essa pessoa. Eu não agüento mais o Funk do Titanic.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Recomeçando!

Alô!
Como se pode ver, não existe mais o Dulvis Vita. Ele virou coffee is my boyfriend ;)
Bom, a principio, eu não ia mudar nada no blog. Mãs, como eu estou entrando num nova fase, numa reviravolta por assim dizer, resolvi mudar o Blog também. 
Vou contar: Até o fim do mês me mudo pra floripa (tá tá, é palhoça, mas ngm conhece, então nos referir como floripa sim? afinal é do lado), porque consegui uma bolsa na Unisul, e vou fazer jornalismo, e me mataaaaar de treinar, afinal, foi ralando a cara no tatami que consegui a bolsa, e vou ter que ralar mais ainda para mante-la. Também vou ter que manter o peso (na teoria, luto até 48kg, mas bom quanto estou pesando hj? prefiro não comentar ;x), e malhar todo-santo-dia, para minha tristeza. E ainda estudar. Muito. Já me falaram que jornalismo lá, não é mamata. 
Ah, a principio vou morar sozinha, num quarto-cozinha-banheiro. Vou ter um caso de amor com o meu microondas, já que não terei fogão ainda. Graças a Deus o almoço eu ganho na faculdade :D
Então, tive que mudar o blog, pra acompanhar essa minha nova vida. O outro eu estava sem atualizar direito, talvez pq a minha vida também não era muito atualizada. Mas agora, benhê, acho que terei muitos assuntos :)
É isso, post sem graça, I know. Mas eu tinha que explicar algo.
Bom, bye bye, amahã eu me mando pra floripa, tem festinha na praia, treino e casas a fechar contrato.  Prometo que não vou demorar tipo uns 3 meses pra postar de novo :)
Segunda eu volto :D

domingo, 5 de abril de 2009

Chão.



E então tudo que não fazia sentido, aos poucos vai tomando cor. Perguntaram se eu tava feliz, e eu numa mudez dolorida respondi que sim - pra depois descobrir que mentia.
Não ser eu me dava uma felicidade ilusória. Uma felicidade instantânea.
Mas eu, ah eu não quero quietos instantes de felicidade.
Foi então que desci do sonho, do pesadelo, do devaneio, ou do estado sem-nome que me encontrava. Desci ou me empurraram, não sei, mas o fato é que senti meus pés no chão.
O chão gelado, duro, que me encarava com tibieza, mas era o chão. Custei ficar em pé, trepidei alguns instantes, quis correr, voltar, fugir. Mas quando encontrei o equilíbrio e pude então ficar de pé sem ninguém pra me apoiar, comecei a ser.
Estou sendo, então.
E no começo, a solidão que parecia um vácuo sem fim, foi se tornando liberdade.
E eu, aos poucos, fui me libertando de mim. Ficando livre para ser
EU.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fim.



Foi no nosso abraço gelado que o mundo parou. Não do jeito de antes. De repente erámos apenas dois estranhos, apenas tentando entender. Onde foi que erramos?Não posso colocar a culpa em ti. Não posso colocar a culpa em mim. Fomos nós dois juntos, que na ânsia de nos achar, acabamos nos perdendo de vez. Nesse momento, não falamos nada. Não adianta tentarmos explicar, não adianta tentarmos nos justificar. A um vazio bem no meio de nós, uma barreira que com o tempo nós criamos. Eu olho pra ti por alguns segundos, aí é fatal: então nos damos conta. Acabou.A gente chora, uma lágrima quente no abraço gelado.Então, com um silêncio ardido, nos despedimos. Você faz menção de falar algo, mas desiste. É melhor.E assim eu vou, tentar ser somente eu. Sem olhar pra trás.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Make-down.




Maquiei minha tristeza com um batom vermelho. Quando me olhei no espelho me senti até
bonita, mas lembrei que era só maquiagem, e fiquei sem chão.No tudo preto-e-branco que eu via, minha boca se destacava com um vermelho amargo, quase,
quase dava pra fingir que era feliz.Quando eu te vi, não tinha batom pra retocar, mas acho que daria pra ter te enganado um pouco, se eu não tivesse saído correndo.É que ta tudo em mim ainda.Testei meu batom em outras bocas, mas só via a tua na minha frente, então eu não entendia nada.
Não adiantava toda aquela minha maquiagem: era vísivel agora.
Então eu peguei tudo isso que se mistura no meu estômago, quando te vejo assim feliz, sem
maquiagem, sem máscara, sem nada,
(sem mim!)
e coloquei dentro da minha gaveta. Só não sei em que lugar da nossa história esqueci a chave.