terça-feira, 16 de junho de 2009
TPP
Pra quem não sabe, deixe-me explicar: No judô, as categorias são divididas em peso e idade. Eu luto na categoria até 48 kg. Só que eu nunca tenho 48 kg. (Ou melhor, eu nunca tinha, quando eu era uma judoca relaxada e sem preparador físico e nutricionista, mas nos próximos meses a coisa vai melhorar). Mas enfim, o mal de quase todo judoca é deixar pra perder s kilos na última semana, e eu falo de 4, 5, 6 kilos em 5 dias mais ou menos. A gente reduz muito nossa alimentação (praticamente alface e tomate é o que eu to comendo), e tem que treinar com muitos casacos, e correr muito. Quando eu digo muito, é muito mesmo. E isso meio que estressa.
Eu, por exemplo, sou muita chata quando eu tenho TPM. Mas quando to de TPP sou 10 vezes pior. Não tenho paciência pra falar com ninguém, pra ser simpática com ninguém. E é sempre nessa semana que as pessoas vem te oferecer chocolates, te convidar pra almoçar, te vender guloseimas (aquelas que nunca aparecem quando você tem dinheiro e/ou pode comer). Eu tenho vontade de matar a Ana Maria Braga toda manhã quando eu ligo a TV. Eu to morrendo de vontade de pular no pescoço das 5 pessoas que estão agora na mesa da frente, comendo bolo e brigadeiro. Brigadeiro. Pegaram pesado comigo.
Bom, a gente sempre tem vontade de desistir no meio da semana e comer um x-salada. Tem um hora que as pernas não respondem mais, e que você tá tào desidratada que não sua muito. E o pior é que a gente sabe que ta errado, mas sempre faz.
Tá, agora eu não vou poder mais fazer isso. A TPP vai diminuir no próximo campeonato, se não o nutricionista me mata.
Só vou contar um segredo: Isso tudo é ruim, mas na hora que a gente se pesa, e o peso bate, e depois a gente pode comer.... Não tem como descrever a sensação. De verdade. Só quem é judoca sabe. Mas enfim, nunca façam essas dietas loucas ok?
Bom, desculpem a ausência toda (culpa da TPP), mas os treinos tão pesados mesmo, e eu to sem tempo. Mas volto assim que puder, no mais, me desejem boa sorte no campeonato de sábado, e na pesagem também :)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Olhos
Não sei bem onde foi que eu errei: me concentrar no seu sorriso branco alinhado perfeitamente, ou no seus olhos azuis, um azul claro, mas que me ofuscou o pensamento.
Tu não devias ter me olhado tão intensamente. Não sei se a malícia que eu vi no fundo dos teus olhos enquanto me lançava um sorriso juvenil foi algo que criei, mas sei que foi ali, naquele momento. Foi naquele momento que eu disse a mim: Não olhe demais, não pode se apaixonar agora. Mas foi exatamente naquele momento enquanto eu repetia bobamente na minha cabeça que eu não queria me apaixonar, que acabou acontecendo.
E eu sempre volto pra casa, imaginando que essa paixão foi algo que criei, pra me distrair. Pra não me sentir tão sozinha, pra apagar o vestígio de uma certa paixão que ainda vive em mim.
Alguém me disse, que isso pode aumentar mais a ferida. Que era melhor eu ficar na minha, quieta, vazia, sozinha. Sozinha eu me encontro mais? Pode ser, desde que eu fique longe dos teu olhos azuis. Porque, meu bem, assim que eu te vejo,e tu me olhas, me perco completamente. E nesse momento, não quero nem pensar em me achar, parecer perdida é mais convidativo.sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mudando-me!

Então, venho aqui as pressas dizer que dentro de alguns minutos estou deixando a úmida Joinville, para me aventurar nas terras de dias ensolarados e noites frias de Florianópolis. Ok, vamos ignorar o glamour. Estou saindo hoje de Joinville-cidade-da-chuva e indo para meu quarto-cozinha-banheiro em Palhoça, grande Florianópolis. Deixando a casa da mamis, papis, 3 irmãos, e minha cadela-mostro Baboo (porque ela parece tudo, menos uma cadela).
E nessas horas, bate um medo. Um medo que de tudo errado. Um medo da solidão. Um medo de ver que se está crescendo. Um medo de ter que lidar com minha própria pilha de roupas sujas e miojos no meu armário (isso quando eu tiver um, é claro).
Mas, vou, com fé em Deus que tudo vai dar certo. E com as saudades já no coração.
Mas, ainda bem, que é só uma hora e meia que me separa de chuville. E da comidinha da mamãe.
Então, hasta-la-vista baby!
Desculpa se eu não responder os comentários. Prometo que assim que puder, levo meu note-velho-book pra faculdade.
Beijos, e até mais!
Obs. é incrível a quantidade de coisas que podem caber em um siena. Estou falando sério. No da minha mãe tem um microondas, uma TV 29', uma máquina de lavar, e muitas, muitas tralhas.
sábado, 23 de maio de 2009
Lar da Praia.

Geralmente acordava perto do meio dia. Ou duas horas. Dependia da hora que chegara na noite anterior.
Ainda de pijama (que não passava de uma blusa velha e um short sem elástico) ia até a cozinha tão rústica quanto o resto da casa, e se servia de um pão com margarina. Quando a mãe estava de bom humor, tinha também pão doce e requeijão. Se fosse o pai que estivesse comprado então, tinha até bolo. Mas não se importava com o que ia comer, só se importava em estar ali, fazendo nada e sendo feliz.
Sentada na mesa da varanda, ainda com preguiça, verificava o tempo. Na maioria dos dias em que passou lá, o calor era forte, e o sol, escaldante. E nessa tarde não era diferente.
Trocou o pijama pelo biquíni, se achou gorda quando olhou no espelho. Normal. As primas também estavam se trocando, e alguns minutos depois já seguiam aquele caminho de terra, que parecia sem fim, até a praia.
Esticava-se na areia, já tinha um bronze invejável. Enquanto se unia com o sol, pensava na vida, pensava se iria ver ele naquela noite, ou se tivesse sorte, no fim da tarde, naquela mesma praia. E pensava também na ironia que era, os dois compartilhavam desse mesmo mar, mas eram tão distantes um do outro!
Quando já não agüentava mais, ah, ia para o mar, se jogava, mergulhava. Mar verde, mar lindo, e quando tinha sorte, mar calmo como uma piscina. Quando estava ali não queria mais pensar que havia outro mundo. Se achava rainha do mar. Isso, é claro, durava até sentir frio e voltar a se unir com o sol, na areia sem fim.
Ficava lá, com suas primas. Caminhava na praia. Encontrava também a mãe, pedia um real e tomava mate com limão.
No fim da tarde, chegava em casa, se jogava no colchão da varanda, cansada, consumida pela praia. Tomava um banho bem bom naquela água cor de ferrugem, e recuperava as energias, para sua volta noturna pela mesma praia. Shorts, blusinha e chinelo geralmente. Sua marquinha de biquíni, claro, a mostra.
Lá ia ela, livre de tudo, embaixo do céu coberto de estrelas. Via ele, se desconcertava. Voltava pra casa e pensava nele. Entre fofocas com suas primas, dormia, para começar tudo no dia seguinte.
Obs. Foto de um desses verões que não voltam mais ;/
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Protesto contra os sem-noção-do-celular
Tudo bem, eu já estava acostumada a andar de ônibus por Tédioville sendo obrigada a ouvir celulares e mp234435 tocando o funk do titanic ou músicas com conteúdos igualmente, hum, profundos.
Mas eu percebi que o clubinho do celular não se limita aos ônibus urbanos e ciclovias. Não, eles tem que ir além, expandir. Eles tem que atacar também em ônibus inter-municipais.
Eu achando que ia ter paz quando sentei na minha cadeira-leito. Eu que já tinha me ajeitado e me preparava pra um bom cochilo. Mas não, nada de paz hoje. Nada de cochilos. Vamos até Florianópolis ouvindo a trilha sonora do mala do banco da frente. E mais legal: ouvindo ele assobiar no ritmo das ‘músicas.’ Sério. Mais de duas horas.
Será que essas pessoas não se tocam na falta de respeito disso? Quero dizer, eu não sou obrigada a ouvir a trilha sonora dos outros. Alou, não foi pra isso que inventaram os fones de ouvido?
E eu juro, eu quase enfiei os meus na orelha daquele cara.
Então, por favor: se você conhece algum sem-noção do celular, de fones de ouvido pra ele. E comida também, pra deixar a boca dele bem ocupada :}
Ou então, pelo menos compartilhe algum mp3 com conteúdo com essa pessoa. Eu não agüento mais o Funk do Titanic.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Recomeçando!
domingo, 5 de abril de 2009
Chão.


