quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mais que amizade.




Quatro anos hoje. Quatro anos de amizade verdadeira. Quatro anos de muita coisa juntas, muitas histórias, muitos acontecimentos.

O que muitos acerditavam ser apenas uma amizade de colégio, se mostrou bem mais que isso. No começo, nem tinhamos muito o que falar, tinhamos até vergonha de comer uma na frente da outra! Agora, os outros é que tem vergonha pela gente. A gente não se importa, a gente é feliz, a gente se diverte, e nem precisa muito pra isso. Só basta a companhia uma da outra.

Nesses quatro anos, também tiveram brigas, que não duraram nem um dia, e sempre acabavam com uma rindo da cara da outra. E olha, que pra quem conviveu tanto tempo juntas, não ter brigas é um recorde! Passávamos 10 horas uma do lado da outra, durante a semana, e fim de semana, estávamos juntas novamente.

Passamos um ano morando longe uma da outra. Alguém me disse que a amizade jamais seria a mesma coisa? E nós só provamos que ficou mais forte. Que a gente está mais unida. Que não precisamos estar na mesma sala do colégio ou morar a 10 min da casa uma da outra, pra se ver. Amizade é mais que isso. Amizade é mais que convivência. Amizade é um sentimento, é um elo. E esse nosso elo, não se quebra. Cada dia se fortalece mais.

Estranha, eu te amo muito. Obrigada por fazer esses 4 anos da minha vida, mais felizes. Por me entender, brigar comigo e me fazer rir. Por comer coxinha e ser gorda comigo. E por me aturar, pq eu ainda não entendo como você consegue :}

E sim, nós vamos ter chá com nossos filhotes. Pq essa amizade, ah essa vai longe!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Musicas e meias




Sozinha em casa. Cantava a toda altura, de calcinha, camisa e meia.
Com a escova de cabelo na mão, lá se ia o refrão: Goodbye to you, been wasting all my timeeeeeee. É, tchau pra voce.
Hoje esta chovendo, ela está com tedio, calcinha e meias. But She Don’t careeeeeeee! E não se importava mesmo. Pelo menos estava sozinha. E tinha chocolate no armário e coca-cola na geladeira.
E ela não sentia falta de você.
This is good-bye... Dizia a música, e você disse também. Então é isso? Ok. Me deixe cantar. Não se aproxime, não tire minhas meias. Não se atreva! Deixe as coisas no lugar. I just dont know what to say.. Foi quase desafinando assim que voce não soube o que dizer. Nem o que fazer. Nunca soube conviver com minhas loucuras! Ou tinha medo de ser feliz igual?
Baby's Coming Back, Baby's Coming Back.... Parou de cantar. Não quer que volte. Baby, pode ficar. Antes de desligar o som, cantarolou o ultimo refrão: I think I'm gonna lose it, lose it, lose it.. Sim, eu também acho que perdeu. Voce perdeu.
Vestiu uma calça e desligou o som. Foi comer chocolate, e morrer de tedio em outra parte.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Bilhete





Estava tudo num bilhete.
As coisas que eu não consegui lhe dizer. As coisas que eu não entendi.
As coisas que eu gostaria de ter feito. De ter tentado.
Talvez tenha sido o medo. Minha complexidade perante as coisas. A insegurança.
Sim, a culpa deve ter sido minha.
Estava tudo num bilhete. E eu fui embora.
Mas o bilhete não estava em suas mãos, e sim nas minhas.
E eu estava apenas indo. Não, não ia voltar amanhã.
Estava indo, e não tive coragem de lhe dizer.
E eu ainda pensava em você.
Estava tudo num bilhete. Estava tudo em mim ainda.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ritmado




Eu estava desarmada, me pegou de surpresa. Eu estava distraída, desligada, não, não pensava em você, talvez não pensasse em nada. Foi então que eu ouvi a canção, como diz a Ana, que tocou na hora errada. Na hora errada, na hora absurda. Não devia ser permitido musicas assim tocarem sem aviso prévio.Eu poderia ter me preparado, eu não teria do nada parado, eu não teria levado um susto. Eu queria me livrar a todo custo, eu que já me desfazia do meu luto, que lutava com segurança, que enterrei todas as lembranças, tinha esquecido da canção. Notas musicais, pensamentos banais, assim quem agüenta? Eu é que não quero sofrer mais. A musica acabou, e não foi comigo, e sim com você. Mesmo me pegando de surpresa, a canção te levou. Cantarolei algumas notas, arrisquei até o refrão, te risquei da minha mente, até, quem sabe, uma outra canção.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A menina perfeita





Era uma vez uma menina perfeita. Ela era linda, seu cabelo estava sempre macio e bonito, seu corpo era perfeito, ela era educada e se não bastasse tudo isso, tinha um coração de ouro.
Todo mundo queria ser a menina perfeita, e ela, queria ser igual a todo mundo. Ela queria que os outros enxergassem seus defeitos, mas todo mundo só via sua beleza e sua grandiosidade. A menina perfeita parecia tão feliz, mas o que ninguém sabia é que ela chorava escondida no seu quarto. E sonhava em fugir pra algum lugar onde ela pudesse ser uma menina normal. Onde não ouvessem padrões. Onde enxergassem somente o seu coração de ouro.
As pessoas adoravam desabafar com a menina perfeita, que como toda menina perfeita, ouvia com atenção e ajudava. Mas ela tinha vontade de desabafar também, mas ninguém lhe dava chance.
Um dia a menina perfeita cansou.
Cortou seus cabelos perfeitos, comeu sem culpa, xingou o carro que cortou ela no trânsito, e fugiu. Vestiu a máscara de normal e saiu para enfrentar o mundo. E não sentiu falta da pressão de ser perfeita.
Nunca mais se viu a menina perfeita.
Uns dizem que ela está andando pelo mundo, um pouco sem rumo até, mas bem feliz.
Outros acham que ela está apenas no cantinho do seu quarto, sonhando, sonhando.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz ano novo!

Um post as pressas, como todas as coisas de fim de ano. Só para desejar de coração um feliz ano novo cheio de paz, amor, felicidade e chocolates!
beijos para todos!

ps. estou em férias, por isso vou me ausentar (mais) alguns dias. Beijos!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Play





Colocou a bolsa de preta de bolinhas brancas debaixo do braço e saiu por aí. Deu play no seu ipod cor-de-rosa, afinal toda boa fuga tem sua trilha sonora.

Andou sem rumo, coração acelerado, cabelos bagunçados. Se não tivesse de salto, talvez correria. Se sentia sufocada, não sabia explicar. Música tocando. Pessoas e mais pessoas, indo e vindo, se esbarrando, se atropelando. Sentiu-se sufocar. Pensou seriamente em correr, mesmo de salto. Pensou em fugir, mas lembrou que já estava fugindo. E, de repente se deu conta que sua vida era fugir. E fingir. Fingia que encarava os fatos, quando na verdade fugia deles. Fingia que era forte, quando na verdade fugia da sua própria força e capacidade. Parou, deu pause na música, deu play em si mesma, e fingiu que ia mudar, que não ia fugir, dessa vez.






ps. Dezembro é mês de correria. Desculpem a ausencia :*