
É sempre assim. Quando passava algum tempo, quando ela fingia que não se lembrava dele, ele cismava em aparecer.
Ela já estava quase acustumada a viver sem ele nos seus pensamentos, já não era nele que pensava enquanto rolava de um lado para o outro sem conseguir dormir. Já não era ele a primeira imagem que vinha a sua cabeça quando acordava. Estava se curando, sim ela sabia. Não que ela tivesse deixado de pensar nele, mas isso acontecia com bem menos frequência. A imagem dele já não estava tão nítida como antes. Pensar nele dóia um pouco ainda, mas não fazia surgir lágrimas nos seus olhos. Apenas um aperto leve no coração, que ela já nem ligava.
Sim, estava passando. Se sentia feliz por estar conseguindo!
Como a pobre menina odeia esses fantasmas do passado. Fantasmas sim, pois ela já o considerava morto dentro de si, mas ele tinha que vir assombrá-la! Justo agora!
Coitada dela, quase se rendeu. Mas lembrou, que todo amor que tinha depositado nesse fantasma, virou amor próprio. Demorou um pouco sim, mas ela não prentendia jogar tudo que aprendera no lixo.
Mesmo um pouco insegura, mesmo com vontades chatas que a importunavam, resolveu que não iria dar bola para fantasmas. A menina ia procurar gente viva, gente de verdade, que lhe mostrara grandes perpectivas de futuro, e não grandes lamúrias de um passado. Mas sempre cautelosa, pois aprendeu bem. Dessa vez, iria deixa-lo bem enterrado em seu passado!





